Eu nunca tinha assistido “A Professora de Piano” (2001), apesar de estar bem ciente que era um filme que tratava especialmente de traumas maternos e repressão sexual. Nada mais francês, acredito.
E o francês é a minha primeira restrição com o filme: eu não sou um grande entusiasta do cinema francês. Não consegui entender, por exemplo, por quê todo mundo fala francês na Áustria — apesar de não me incomodar quando todos os aliens falam inglês nos filmes da Marvel, mas vai entender, né?
Dito isso, com toda a fama que o filme carrega, devo confessar que ele tem muito mais aulas de piano do que eu imaginava.
A parte sexual é explícita e em alguns momentos incomoda — mas não pelas nudez ou pela gratuidade, que nem a geração de floquinhos mimados reclama hoje em dia; até mesmo porque em nenhum momento nada é gratuito. É pelo trauma mesmo que a coitada da protagonista carrega. Mesmo sendo uma megera de uma professora, e uma pessoa intrinsicamente má, sua persona desagradável transmite uma certa dó.
Por vários motivos, o filme não é muito minha praia, mas eu consigo ver nele todos os méritos amplamente gritados pelos fãs da película.
Não veria de novo. Mas pra quem nunca viu, a reestréia dele nos cinemas se mostra uma excelente oportunidade de subir um degrau no seu perfil de Letterboxd.