Colman Domingo
☼ Born on28 janeiro 1969, in Philadelphia, Pennsylvania, USA
Biography:
In 2023, Mr. Domingo was nominated for a Tony Award for Best Play as a producer for the Pulitzer Prize winning play Fat Ham. Colman won a Primetime Emmy Award for Outstanding Guest Actor Drama for his role as Ali in the HBO series Euphoria. Domingo has been honored with the inaugural Denver Film CinemaQ-LaBahn Ikon Film Award, the National Hispanic Media Coalition Impact Award, the Creative Coalition Television Humanitarian Award and the Atlanta's Out On Film Icon Award. Colman Domingo stars in the Netflix, Higher Ground film Rustin as Bayard Rustin slated for the fall of 2023. He also stars as Mister in the Warner Brothers, Oprah Winfrey, Steven Spielberg produced The Color Purple musical motion picture. A two time Film Independent Spirit, Gotham, SAG, Critics Choice and NAACP award nominee, he w
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on a Hollywood Critics Association Award for Best Actor in a Limited Series/Anthology and an Imagen Award for Best Supporting Actor in a Drama for his work in Euphoria. Domingo is a Tony®, Sir Lawrence Olivier, Drama Desk, Drama League and NAACP Theatre Award nominated, OBIE and Lucille Lortel Award winning actor, playwright, director and producer. Colman received his Honorary Doctorate in Humane Letters from Ursinus College. He is on the faculty of University of Southern California, School of Dramatic Arts as a Professor of acting, after having served as a Juilliard School Creative Associate and a faculty member of the Yale School of Drama. Colman has starred in some of the most profound films in recent years such as Barry Jenkins' If Beale Street Could Talk, Steven Spielbergs' Lincoln, Lee Daniel's The Butler, Ava DuVernay's Selma, Nia DaCosta's Candyman and Janicza Bravo's Zola.
In the role of actor
Dia D (10/06/2026)
Pô, Spielberg… Sou seu fã incondicional desde Duel, curti até o 1941, que ninguém gostou. Por que você fez isso comigo? Fui ver o Dia D com o espírito de quem vai encontrar uma ex-namorada que ainda ama, cheio de esperanças de ter um revival, curtir de novo os bons momentos que passamos juntos. Não logrei êxito. Voltei pra casa com o coração em frangalhos. Sabe aquela lágrima que qualquer ser humano que não seja um psicopata não conseguiu conter quando o E.T. foi embora? Então, isso tem nesse filme, mas só a casca, só a receita de bolo, só o plano fechado na cara do ator “emocionado” e a música melosa pra induzir o choro da audiência. Mas SEM o conteúdo da relação inteira construída entre Elliot e o E.T. E isso é o que faz aquele filme ser mágico e a separação deles doer no coração de qualquer não-psicopata. É a sua ex que você ainda ama vindo ao encontro, mas vem só a maquiagem, sem ela mesma por trás da maquiagem. O roteiro é exageradamente confuso e dá pinta de ter coisas furadas nele, mas que tem que ver de novo para ver se foi tudo bem-feitinho mesmo e você que babou ou se foi o filme que não seguiu a boa dica de Nietsche, que sabiamente dizia: “não turve as águas para elas parecerem profundas”. O principal problema do filme: este é um filme que fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, depois fala, fala, fala, e depois fala mais um pouco. Chega uma hora que dá vontade de gritar: “Cala a boca e deixa eu ver o filme!!” Qualquer filme sem o famoso “show, don’t tell”, não é cinema, é radio novela. E o Spielberg (justo ele!) esqueceu disso. Como a trama é um emaranhado exigente para quem assiste, ele achou que a boa solução é explicar tudo. E não é. Deveria ter uma normativa expedida em coautoria entre a ONU, a OMS, a OTAN e o Pacto de Varsóvia limitando que filmes que falam, falam, falam sejam escritos exclusivamente por Aaron Sorkin, que é o único que sabe fazer isso bem-feito. Como uma consequência quase natural de um roteiro-matraca, TUDO é expositivo. Vou dar um exemplo que contém um pequeno spoiler. Se não quiser ouvir, pule esse parágrafo: a personagem chega num lugar que tem uma reconstrução da sua casa na infância. Isso já é anunciado quando ela chega no lugar e vomita: “esta é minha casa da infância”. Não satisfeita, ela começa a andar pela casa, até que chega num quarto de menina. Dá dois passos pra dentro do cômodo e diz pra si em voz alta: “meu quarto”… Pô, Spielberg! Você não fez isso nem quando tava fazendo filme pra criança. Fala sério, mano, me respeita. E é isso o tempo todo. É uma metralhadora falando sem parar, tentando, com palavras, desfazer o embaralhado de um novelo de lã que um gato brincou a tarde toda. Claro, tem ideias boas. Mas estas parecem só estar aplacando uma paixão do Spielberg pelo tema “extraterreste”, com o impacto que o Caso Roswell deve ter lhe causado na infância. Tem também a cena da Alfa-Romeo com o trem, que é bárbara, eletrizante mesmo – ainda que eu fique na esperança daquilo ter sido feito em CG e que nenhuma Alfa tenha sido sacrificada. Alfas são sagradas. Não vou conseguir deixar de falar de outra coisa, esta acontecida no Brasil, que foi (e peço desculpas pelo termo técnico em francês) a cagada do título que foi dado ao filme aqui. “Dia D” se refere inalienavelmente a um evento histórico bem claro e pontual, inclusive já muito bem retratado pelo próprio Spielberg. Num primeiro momento, o título me fez pensar que talvez Steven tivesse aproveitado material de sobra do Resgate do Soldado Ryan pra montar outro filme. (e talvez tivesse sido melhor…) Nota importante: A crítica sincera que fiz aqui não pretende anular a admiração – igualmente sincera – por ver alguém com quase 80 anos e que não tem que provar mais nada para ninguém, ainda achar fôlego e tesão para fazer um filme parrudo como esse. Isso é realmente admirável e mantém, pra mim, Steven Spielberg no panteão das referências aspiracionais. Mas quanto ao Dia D, era melhor ter ficado só com o que eu tinha idealizado de memória sobre a minha ex.
Michael (22/04/2026)
Nunca vou me esquecer do dia em que comprei minha fita cassete do álbum Bad, do Michael Jackson, em uma feira. Na verdade, quem comprou pra mim foi meu pai — eu ainda era pequena — e, desde então, nasceu uma admiração que só cresceu ao longo dos anos. Hoje posso dizer com certeza: sou fã do Michael Jackson de verdade. Tenho vários itens dele, inclusive uma jaqueta que guardo há muito tempo e que, curiosamente, usei hoje na sessão. Ela acabou chamando muita atenção — várias pessoas vieram falar comigo, elogiar e até pedir fotos. Foi um momento especial, que só reforçou o quanto a presença dele ainda é forte. Assistir ao filme foi uma experiência muito impactante pra mim. A produção é extremamente bem feita, com um cuidado visível em cada detalhe. Como fã, consigo perceber que algumas partes da história foram suavizadas ou deixadas de fora, mas ainda assim o filme consegue transmitir muito da essência do Michael. Um dos pontos que mais me marcou foi a forma como retrataram a relação com o pai, algo fundamental para entender sua trajetória. Senti falta de alguns elementos importantes da história, como a presença da Janet Jackson, que não aparece no filme. Ainda assim, isso não tira a força da narrativa. Acredito que o filme não é só para fãs. Quem já admira o Michael vai se emocionar e se identificar, mas quem não conhece tão bem sua história também vai sair tocado. É uma oportunidade de enxergar além do artista e entender um pouco mais do ser humano por trás do ícone. Saí da sessão ainda mais admirada, emocionada e com a certeza de que o legado do Michael Jackson continua vivo — atravessando gerações e histórias, como a minha. Cozinheiro Convidado: Fernanda Camargo Mãe, personal trainer, ciclista, e maior fã de Michael Jackson da Zona Norte de São Paulo
Sing Sing (06/02/2025)
Eu gosto do gênero “filme de prisão“. Nem que isso seja um gênero per se, mas o grande culpado pelo meu apego emocional a esse tipo de história provavelmente foi o Frank Darabont, que mandou “À espera de um milagre” (The Green Mile) e “Um sonho de Liberdade” (The Shawshank Redemption), bem na época que eu era um fedelho começando a gostar de cinema. Não à toa, a história de Andy Dufresne ainda mora em minha mente como um dos melhores filmes de todos os tempos. E aí Sing Sing já começa do meu agrado: é um filme de prisão. Você fez Wolf? Ele é, porém, um filme de prisão para a galera do Parlapatões. Tem toda uma pegada artística, e não no sentido que o filme se permite a ser fantástico ou que a prisão tem tons coloridos, muito pelo contrário: ele é bem assentado na realidade – mais do que qualquer outro filme de prisão, como eu fui depois perceber quando os créditos começaram a subir. Mas a pegada artística está dentro dos personagens. Eles são presos que usam o teatro para fugir (metaforicamente, agora sim) da realidade prisional. Enquanto eles interpretam outros personagens e fazem os exercícios que a dramaturgia convida, eles acabam se permitindo serem vulneráveis e abertos, coisa que não se imagina ninguém sendo em prisão nenhuma. Show don’t tell Mesmo assim, o filme ainda cai numa história bem simples. O que não quer dizer que ele a entregue de forma tola, jamais. A direção conta com algumas artimanhas de cenas e roteiro que, ao invés de levar a audiência pela mão e ir entregando cada detalhe da história, permite que nós busquemos os pontos escondidos em ângulos, interpretações e diálogos muito bem trabalhados. Não é à toa que o filme concorre ao Oscar na categoria “Melhor Roteiro Adaptado”. E não é a unica nomeação de Sing Sing. O protagonista Colman Domingo está merecidamente indicado entre os melhores atores e não seria uma injustiça se ele levasse o prêmio. Sing Sing entrega mais do que promete. Mas, pelo nome, me parecia que ele ia entregar um musical, então pode-se dizer que ele entrega, no mínimo, algo diferente do que eu esperava.