Nunca vou me esquecer do dia em que comprei minha fita cassete do álbum Bad, do Michael Jackson, em uma feira. Na verdade, quem comprou pra mim foi meu pai — eu ainda era pequena — e, desde então, nasceu uma admiração que só cresceu ao longo dos anos. Hoje posso dizer com certeza: sou fã do Michael Jackson de verdade. Tenho vários itens dele, inclusive uma jaqueta que guardo há muito tempo e que, curiosamente, usei hoje na sessão. Ela acabou chamando muita atenção — várias pessoas vieram falar comigo, elogiar e até pedir fotos. Foi um momento especial, que só reforçou o quanto a presença dele ainda é forte.
Assistir ao filme foi uma experiência muito impactante pra mim. A produção é extremamente bem feita, com um cuidado visível em cada detalhe. Como fã, consigo perceber que algumas partes da história foram suavizadas ou deixadas de fora, mas ainda assim o filme consegue transmitir muito da essência do Michael. Um dos pontos que mais me marcou foi a forma como retrataram a relação com o pai, algo fundamental para entender sua trajetória.
Senti falta de alguns elementos importantes da história, como a presença da Janet Jackson, que não aparece no filme. Ainda assim, isso não tira a força da narrativa.
Acredito que o filme não é só para fãs. Quem já admira o Michael vai se emocionar e se identificar, mas quem não conhece tão bem sua história também vai sair tocado. É uma oportunidade de enxergar além do artista e entender um pouco mais do ser humano por trás do ícone.
Saí da sessão ainda mais admirada, emocionada e com a certeza de que o legado do Michael Jackson continua vivo — atravessando gerações e histórias, como a minha.

Cozinheiro Convidado:
Fernanda Camargo
Mãe, personal trainer, ciclista, e maior fã de Michael Jackson da Zona Norte de São Paulo