SALADA CAPRESE bloody Mary é melhor que gin tônica

O morro dos ventos uivantes

Helena é uma jovem de família simples que cresceu ali no morro do Vidigal. O pai perdia tudo o que ganhava no jogo do Tigrinho, mas ainda assim conseguia ajudar o pequeno Fred, o garoto adotado da família que empinava pipa no topo da laje da casa deles.

Um dia, Helena conhece Rui, um famoso influencer que mora no Leblon. Rui se apaixona por Helena e Fred foge, de moto, Dutra afora. Anos se passam, e Fred retorna, trazendo de volta a chama da paixão ao coração inquieto de Helena.

Esse resumo é só pra mostrar como “O morro dos ventos uivantes” podia muito bem ser uma novela das oito escrita pelo Manoel Carlos. E digo isso como um dos maiores dos elogios.

Coleção Sabrina

Baseado no livro homônimo (em inglês, “Wuthering Heights“, uma tradução realmente excelente, parabéns ao responsável) publicado em 1847 pela escritora inglesa Emily Brontë, a história já é conhecida como um dos maiores romances de todos os tempos. Não que eu tenha lido, mas pelo filme eu chuto que o livro seja um soft-porn daqueles estilos de coleção Sabrina. E, novamente, isso não é necessariamente uma crítica.

Com a direção de Emerald Fennell, responsável pelo feministão Promising Young Woman (que eu gostei bastante) e pelo (no mínimo polêmico) Saltburn (que eu também gostei bastante), a diretora joga bastante um olhar feminino no filme. Tanto na cenas sensuais quanto no romancezão, que é realmente bom.

O elenco é lindo. Margot Robbie, nossa eterna Barbie, dispensa apresentações. Jacob Elordi, o nosso Frankenstein (eu sei, eu sei) se posiciona definitivamente como um galã de Hollywood. E, o meu novo amorzinho tem o nome de Alison Oliver, interpretando Isabella Linton. Gatíssima e desajustada, eu não conseguia tirar os olhos dela. Se isso não é amor, não sei o que é.

O que é amor?

Mentira, amor mesmo é esse negócio que rola entre Cathy e Heathcliff. Baita amor. E, para mim, dona Emerald Fennell acertou de novo. “O morro dos ventos uivantes” tem romance, vestidos de época, paixão, ciúmes, amor, palácios hedonistas, morros, e ventos uivantes. É tudo o que eu esperava.

Autor:
Barão do Principado de Sealand. Com uma inexplicável paixão por cinema, cervejas e queijos.