Jacob Elordi
☼ Born on26 janeiro 1997, in Brisbane, Queensland, Australia
Biography:
Jacob Elordi was born on June 26, in Brisbane, Australia as Jacob Nathaniel Elordi. He is an actor known for Emerald Fennell's Saltburn (2023), the Netflix Hit The Kissing Booth (2018), and the hit HBO A24 drama series Euphoria (2019). Other titles include 2-Hearts (2019). He grew up acting in the theatre.
In the role of actor
O morro dos ventos uivantes (10/02/2026)
Helena é uma jovem de família simples que cresceu ali no morro do Vidigal. O pai perdia tudo o que ganhava no jogo do Tigrinho, mas ainda assim conseguia ajudar o pequeno Fred, o garoto adotado da família que empinava pipa no topo da laje da casa deles. Um dia, Helena conhece Rui, um famoso influencer que mora no Leblon. Rui se apaixona por Helena e Fred foge, de moto, Dutra afora. Anos se passam, e Fred retorna, trazendo de volta a chama da paixão ao coração inquieto de Helena. Esse resumo é só pra mostrar como “O morro dos ventos uivantes” podia muito bem ser uma novela das oito escrita pelo Manoel Carlos. E digo isso como um dos maiores dos elogios. Coleção Sabrina Baseado no livro homônimo (em inglês, “Wuthering Heights“, uma tradução realmente excelente, parabéns ao responsável) publicado em 1847 pela escritora inglesa Emily Brontë, a história já é conhecida como um dos maiores romances de todos os tempos. Não que eu tenha lido, mas pelo filme eu chuto que o livro seja um soft-porn daqueles estilos de coleção Sabrina. E, novamente, isso não é necessariamente uma crítica. Com a direção de Emerald Fennell, responsável pelo feministão Promising Young Woman (que eu gostei bastante) e pelo (no mínimo polêmico) Saltburn (que eu também gostei bastante), a diretora joga bastante um olhar feminino no filme. Tanto na cenas sensuais quanto no romancezão, que é realmente bom. O elenco é lindo. Margot Robbie, nossa eterna Barbie, dispensa apresentações. Jacob Elordi, o nosso Frankenstein (eu sei, eu sei) se posiciona definitivamente como um galã de Hollywood. E, o meu novo amorzinho tem o nome de Alison Oliver, interpretando Isabella Linton. Gatíssima e desajustada, eu não conseguia tirar os olhos dela. Se isso não é amor, não sei o que é. O que é amor? Mentira, amor mesmo é esse negócio que rola entre Cathy e Heathcliff. Baita amor. E, para mim, dona Emerald Fennell acertou de novo. “O morro dos ventos uivantes” tem romance, vestidos de época, paixão, ciúmes, amor, palácios hedonistas, morros, e ventos uivantes. É tudo o que eu esperava.
Oh, Canada (06/06/2025)
Certos diretores já tem uma base de fãs suficientemente consolidada para conseguir certos incentivos financeiros para a produção de suas obras. E, às vezes, não precisa nem ser um diretor extremamente famoso, como Spielberg, Christopher Nolan, ou Edgar Wright. Pode ser um diretor de filmes B, pequenas obras que dialogam entre si, como o recente vencedor do Oscar Sean Baker, ou Paul Schrader. Não que eu seja particularmente fã de Schrader. Para mim, seus filmes se baseiam unicamente em boas idéias, nem sempre bem executadas. Alzheimer épico Essa impressão se fortalece com Oh, Canada. O filme é um The Father, mas com uma história de vida completa. Quando um documentarista com demência está participando de um documentário como o alvo da obra, ele tenta contar a própria história. A idade avançada e um diagnóstico de uma doença fatal parecem confudir o protagonista. Memórias embaralhadas, cenas desordenadas, arcos que parecem se perder no meio do caminho. Tudo, porém, proposital. É como se estivéssemos acompanhando a doença vencendo a batalha na mente do protagonista, e aí que a associação com o filme The Father funciona. Infelizmente, Oh Canada não consegue ser tão poderoso. Talvez por ser uma obra mais ampla, que se espalha por uma vida inteira, cheia de personagens, contradições, e feitos contestáveis. Não que o filme seja ruim. Mas ele chega em uma hora que outras obras abordando o tema entregaram resultados muito melhores.