Vicky Jenson
☼ Born on(day unknown) (month unknown) (year unknown)
Biography:
Vicky Jenson's career spans more than two decades in both animation and live action, and crosses the spectrum from TV to feature films to shorts including a commercial campaign for Old Navy of more than 40 spots with Anonymous Content and was at that time the only female feature film director they represented.
Vicky Jenson started in animation as a cell painter. She learned to paint backgrounds on Os Flintstones (1960) and Os Estrumpfes (1981) at Hanna Barbera Studios where she worked summers to cover fall semesters at the Academy of Art College in San Francisco.
After transferring to Cal State University at Northridge to study literature and fine art, Vicky designed backgrounds and drew storyboards for Filmation, Marvel, Disney TV and Warner Bros on such classics as He-Man e os Donos do U
(see all)
niverso (1983), Taz-Mania (1991), _Batman_ and Jem e as Hologramas (1985).
Her credits include TV classics the Os Estrumpfes (1981) for Hanna Barbera, He-Man e os Donos do Universo (1983), _, _Batman_ and Jem e as Hologramas (1985) and developing visual styles for Ralph Bakshi and John Kricfalusi on the groundbreaking Mighty Mouse: The New Adventures (1987) and Ren & Stimpy (1991).
After directing on both the Oscar-winning winning Shrek (2001) and the Academy Award Nominated O Gang dos Tubarões (2004), Vicky directed her first live-action feature Post Grad for Ivan Reitman's Montecito Pictures and Fox Searchlight. Her other feature film credits include art directing on Ferngully: The Last Rainforest, production design on O Caminho para El Dorado (2000), story artist on Chicken Run. She also directed a live-action short, Family Tree (2003), which premiered at Sundance, screened at countless festivals, including SXSW, Aspen and Malibu and went on to win multiple festival awards.
For her decades of outstanding work, Vicky has earned countless awards, including an Academy Award for Best Animated Feature and recognition from the Annies, BAFTA, the Broadcast Film Critics Association Awards, Cannes, the Golden Globes, among other awards.
She is currently directing her third animated feature for DreamWorks and is scripting of a live-action fairytale feature to follow.
When she's not working in the studio, Jenson enjoys ultralight backpacking, learning to play mandolin and teaching her border collie pointless new tricks.
In the role of director
A história da produção de Shrek (19/05/2026)
Vivemos numa época em que a animação é praticamente uma commodity, com estúdios pipocando aqui e ali, cada grande player de Hollywood produzindo suas próprias animações. Até a Netflix, conhecida por produções meia-boca, vêm lançando um sucesso atrás de outro, abocanhando Oscars, e quase sem errar. Sony Animation, Studios Ghibli, Warner Animation, Illumination (da Universal, casa dos Minions e do recém lançado Mario), cada um tem seu espaço e sua reservada dose de sucesso. Não foi sempre assim. Houve uma época que o mercado era dominado por um único gigantesco estúdio: a Disney. E depois por nenhum. E depois pela Disney de novo. E depois pela Pixar. Aí a Pixar foi comprada pela Disney e parecia que a Disney ia dominar tudo de novo. Aí veio Shrek. Babaca Mesquinho Começando direto para o pior cenário da história da animação depois que a animação surgiu. O ano era 1984. Desde Mogli, de 1967, última animação que teve a participação de Walt Disney, o estúdio vinha acumulando fracassos. Essa é conhecida como a “Era das Trevas” da animação. Os Artistogatos, Bernardo e Bianca, O Cão e a Raposa, o Caldeirão Mágico… era fracasso atrás de fracasso, afundando a reputação do estúdio. A Disney estava ameaçada de ser vendida. Roy Disney, irmão dO Cara, um dos cabeças do estúdio na época, tinha um plano: trazer um trio da Paramount para tentar salvar o estúdio. Veio então a ousada contratação de Michael Eisner, Frank Wells, e Jeffrey Katzenberg. Eisner se tornaria o CEO. Katzenberg chefiaria a divisão de filmes. E Wells era o COO, um estrategista, o adulto responsável por evitar que Eisner e Katzenberg se matassem em uma disputa de egos. Porque apesar de serem babacas mesquinhos, Katzenberg e Eisner entendiam demais do mercado. Eles reestruturaram o estúdio, arrumaram a casa, limparam a gordura, e juntos criaram uma das eras mais marcantes da história da animação. A Renassença da Disney O primeiro filme que Katzenberg pôs a mão já se tornou um clássico: “Um Ratinho Detetive” (1986). Katzenberg priorizava uma animação rápida e engraçada, porém menos artística. Antenado, ele já colocava cenas de CGI, como as engenhocas do Big Ben na batalha final. Depois desse filme, a Disney, liderada por Katzenberg, entrou em um ritmo alucinado de produção com uma proposta ousada: Oliver (1988) chegou com o que Katzenberg chamava de um “musical da Broadway, porém animado”. Foi o primeiro teste para o que viria a ser chamado de Era da Renassença da animação, uma época onde sucesso após sucesso eram lançados, com histórias e personagens que perduram até hoje. Não é à toa: os filmes da renassença são todos grandes sucessos: A Pequena Sereia (1989), A Bela e a Fera (1991), Alladin (1992), O Rei Leão (1994), Pocahontas (1995), O Corcunda de Notre dame (1996), Hércules (1997), Mulan (1998), e Tarzan (1999). O acidente de helicóptero No dia 03 de abril de 1994, um acidente de helicóptero durante uma viagem de esqui tirou a vida de Frank Wells. Wells tinha um papel importante no tripé criativo da alta hierarquia da Disney: era a única pessoa que Eisner confiava e a única que Katzenberg respeitava. Mais do que isso, era a única pessoa que conseguia lidar com os egos dos dois babacas e evitar que eles se matassem enquanto trabalhavam juntos e produziam os grandes sucessos da era Disney. Apenas dois dias depois da morte de Wells, Katzenberg e Eisner tiveram sua primeira briga séria. DOIS DIAS! Jeffrey Katzenberg queria tomar o posto de COO e pressionava Eisner para isso. A empresa estava há dois dias sem um COO, era hora de brigar. Esse conflito de cabeçudos resultou na demissão de Katzenberg. É claro que Eisner fez isso da forma mais humilhante e errada possível, de forma que o processo todo se tornou excruciante e dispendioso: estima-se que Jeffrey Katzenberg tenha recebido cerca de 250 milhões de dólares em multas e taxas durante sua demissão. Mas para um ególatra, não era o suficiente. A Dreamworks Não demorou muito para que Katzenberg se movesse fora da Disney. Ele se uniu a Spielberg, com quem já tinha trabalhado em Who Framed Roger Rabbit? e criou um estúdio de animação concorrente: a Dreamworks. Antenado com a tecnologia 3D, Katzenberg não queria necessariamente atacar a Disney, mas sim um de seus projetos mais promissores: a Pixar. Para isso, Katzenberg veio com ameaças: como ele sabia que a Pixar estaria trabalhando em uma animação 3D com insetos, ele forçou o recém criado estúdio Dreamworks a fazer a mesma coisa: surgia Formiguinhaz, não só uma afronta à Pixar como uma tentativa de desgastar o formato “filme de animação com insetos” só para prejudicar o estúdio concorrente. Não à toa, Katzenberg correu tanto com a produção que Antz chegou aos cinemas quase um mês antes do seu irmão mais bem sucedido. Sim: Vida de Inseto faturou quase o dobro de Formiguinhaz e os executivos da Pixar jamais perdoaram Katzenberg. O fracasso de público e crítica de Formiguinhaz parecia estabelecer que a Disney/Pixar seria imbatível na área de animação. Com duas animações 2D medianas (“Príncipe do Egito” e “O Caminho para El Dorado”) e um stop motion maravilhoso (“Fuga das Galinhas”), o estúdio ainda parecia perdido, sem identidade. Somebody once told me… Eis que chega o ogro. Não há nenhuma dúvida que o principal alvo das piadas de Shrek é o estúdio Disney e sua cultura de conto de fadas. Não à toa, o vilão é o dono da terra encantada, um ser baixinho, arrogante, que quer ter o controle de todas as criaturas mágicas, e que tem uma certa semelhança com o Michael Eisner de perucas, se você olhar com atenção: A piada não foi somente direcionada, como foi extremamente bem feita. Shrek se tornou um enorme sucesso, um clássico da animação, e desbancou o excelente Monsters Inc. no Oscar daquele ano. Não só isso, mas Jeffrey Katzenberg foi quem subiu ao palco para receber o Oscar de melhor animação. Depois de ser humilhado em uma demissão mal-feita, o idiota venceu. E, quer saber? Foi merecido. Leitura: Grande parte do material deste artigo foi obtido do livro Disney War, de James B. Stewart. https://a.co/d/0eiQwe4T