John Lithgow
☼ Born on19 janeiro 1945, in Rochester, New York, USA
Biography:
If "born to the theater" has meaning in determining a person's life path, then John Lithgow is a prime example of this truth. He was born in Rochester, New York, to Sarah Jane (Price), an actress, and Arthur Washington Lithgow III, who was both a theatrical producer and director. John's father was born in Puerto Plata, Dominican Republic, where the Anglo-American Lithgow family had lived for several generations.
John moved frequently as a child, while his father founded and managed local and college theaters and Shakespeare festivals throughout the Midwest of the United States. Not until he was 16, and his father became head of the McCarter Theater in Princeton New Jersey, did the family settle down. But for John, the theater was still not a career. He won a scholarship to Harvard Universi
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ty, where he finally caught the acting bug (as well as found a wife). Harvard was followed by a Fulbright scholarship to study at the London Academy of Music and Dramatic Art. Returning from London, his rigorous dramatic training stood him in good stead, and a distinguished career on Broadway gave him one Tony Award for "The Changing Room", a second nomination in 1985 for "Requiem For a Heavyweight", and a third in 1988 for "M. Butterfly". But with critical acclaim came personal confusion, and in the mid 1970s, he and his wife divorced. He entered therapy, and in 1982, his life started in a new direction, the movies - he received an Academy Award nomination for his portrayal of Roberta Muldoon in O Estranho Mundo de Garp (1982). A second Oscar nomination followed for Laços de Ternura (1983), and he met a UCLA economics professor who became his second wife. As the decade of the 1990s came around, he found that he was spending too much time on location, and another career move brought him to television in the hugely successful series 3º Calhau a Contar do Sol (1996).
This production also played a role in bringing him back together with the son from his first marriage, Ian Lithgow, who has a regular role in the series as a dimwitted student.
In the role of actor
A história da produção de Shrek (19/05/2026)
Vivemos numa época em que a animação é praticamente uma commodity, com estúdios pipocando aqui e ali, cada grande player de Hollywood produzindo suas próprias animações. Até a Netflix, conhecida por produções meia-boca, vêm lançando um sucesso atrás de outro, abocanhando Oscars, e quase sem errar. Sony Animation, Studios Ghibli, Warner Animation, Illumination (da Universal, casa dos Minions e do recém lançado Mario), cada um tem seu espaço e sua reservada dose de sucesso. Não foi sempre assim. Houve uma época que o mercado era dominado por um único gigantesco estúdio: a Disney. E depois por nenhum. E depois pela Disney de novo. E depois pela Pixar. Aí a Pixar foi comprada pela Disney e parecia que a Disney ia dominar tudo de novo. Aí veio Shrek. Babaca Mesquinho Começando direto para o pior cenário da história da animação depois que a animação surgiu. O ano era 1984. Desde Mogli, de 1967, última animação que teve a participação de Walt Disney, o estúdio vinha acumulando fracassos. Essa é conhecida como a “Era das Trevas” da animação. Os Artistogatos, Bernardo e Bianca, O Cão e a Raposa, o Caldeirão Mágico… era fracasso atrás de fracasso, afundando a reputação do estúdio. A Disney estava ameaçada de ser vendida. Roy Disney, irmão dO Cara, um dos cabeças do estúdio na época, tinha um plano: trazer um trio da Paramount para tentar salvar o estúdio. Veio então a ousada contratação de Michael Eisner, Frank Wells, e Jeffrey Katzenberg. Eisner se tornaria o CEO. Katzenberg chefiaria a divisão de filmes. E Wells era o COO, um estrategista, o adulto responsável por evitar que Eisner e Katzenberg se matassem em uma disputa de egos. Porque apesar de serem babacas mesquinhos, Katzenberg e Eisner entendiam demais do mercado. Eles reestruturaram o estúdio, arrumaram a casa, limparam a gordura, e juntos criaram uma das eras mais marcantes da história da animação. A Renassença da Disney O primeiro filme que Katzenberg pôs a mão já se tornou um clássico: “Um Ratinho Detetive” (1986). Katzenberg priorizava uma animação rápida e engraçada, porém menos artística. Antenado, ele já colocava cenas de CGI, como as engenhocas do Big Ben na batalha final. Depois desse filme, a Disney, liderada por Katzenberg, entrou em um ritmo alucinado de produção com uma proposta ousada: Oliver (1988) chegou com o que Katzenberg chamava de um “musical da Broadway, porém animado”. Foi o primeiro teste para o que viria a ser chamado de Era da Renassença da animação, uma época onde sucesso após sucesso eram lançados, com histórias e personagens que perduram até hoje. Não é à toa: os filmes da renassença são todos grandes sucessos: A Pequena Sereia (1989), A Bela e a Fera (1991), Alladin (1992), O Rei Leão (1994), Pocahontas (1995), O Corcunda de Notre dame (1996), Hércules (1997), Mulan (1998), e Tarzan (1999). O acidente de helicóptero No dia 03 de abril de 1994, um acidente de helicóptero durante uma viagem de esqui tirou a vida de Frank Wells. Wells tinha um papel importante no tripé criativo da alta hierarquia da Disney: era a única pessoa que Eisner confiava e a única que Katzenberg respeitava. Mais do que isso, era a única pessoa que conseguia lidar com os egos dos dois babacas e evitar que eles se matassem enquanto trabalhavam juntos e produziam os grandes sucessos da era Disney. Apenas dois dias depois da morte de Wells, Katzenberg e Eisner tiveram sua primeira briga séria. DOIS DIAS! Jeffrey Katzenberg queria tomar o posto de COO e pressionava Eisner para isso. A empresa estava há dois dias sem um COO, era hora de brigar. Esse conflito de cabeçudos resultou na demissão de Katzenberg. É claro que Eisner fez isso da forma mais humilhante e errada possível, de forma que o processo todo se tornou excruciante e dispendioso: estima-se que Jeffrey Katzenberg tenha recebido cerca de 250 milhões de dólares em multas e taxas durante sua demissão. Mas para um ególatra, não era o suficiente. A Dreamworks Não demorou muito para que Katzenberg se movesse fora da Disney. Ele se uniu a Spielberg, com quem já tinha trabalhado em Who Framed Roger Rabbit? e criou um estúdio de animação concorrente: a Dreamworks. Antenado com a tecnologia 3D, Katzenberg não queria necessariamente atacar a Disney, mas sim um de seus projetos mais promissores: a Pixar. Para isso, Katzenberg veio com ameaças: como ele sabia que a Pixar estaria trabalhando em uma animação 3D com insetos, ele forçou o recém criado estúdio Dreamworks a fazer a mesma coisa: surgia Formiguinhaz, não só uma afronta à Pixar como uma tentativa de desgastar o formato “filme de animação com insetos” só para prejudicar o estúdio concorrente. Não à toa, Katzenberg correu tanto com a produção que Antz chegou aos cinemas quase um mês antes do seu irmão mais bem sucedido. Sim: Vida de Inseto faturou quase o dobro de Formiguinhaz e os executivos da Pixar jamais perdoaram Katzenberg. O fracasso de público e crítica de Formiguinhaz parecia estabelecer que a Disney/Pixar seria imbatível na área de animação. Com duas animações 2D medianas (“Príncipe do Egito” e “O Caminho para El Dorado”) e um stop motion maravilhoso (“Fuga das Galinhas”), o estúdio ainda parecia perdido, sem identidade. Somebody once told me… Eis que chega o ogro. Não há nenhuma dúvida que o principal alvo das piadas de Shrek é o estúdio Disney e sua cultura de conto de fadas. Não à toa, o vilão é o dono da terra encantada, um ser baixinho, arrogante, que quer ter o controle de todas as criaturas mágicas, e que tem uma certa semelhança com o Michael Eisner de perucas, se você olhar com atenção: A piada não foi somente direcionada, como foi extremamente bem feita. Shrek se tornou um enorme sucesso, um clássico da animação, e desbancou o excelente Monsters Inc. no Oscar daquele ano. Não só isso, mas Jeffrey Katzenberg foi quem subiu ao palco para receber o Oscar de melhor animação. Depois de ser humilhado em uma demissão mal-feita, o idiota venceu. E, quer saber? Foi merecido. Leitura: Grande parte do material deste artigo foi obtido do livro Disney War, de James B. Stewart. https://a.co/d/0eiQwe4T
Conclave (21/01/2025)
Eu já declarei anteriormente aqui, quando assisti um documentário sobre votos religiosos, que eu sou um grande fã de cultos e religiões. Gosto das tradições, dos simbolismos, das idéias e metáforas que esses cultos e tradições trazem arraigadas. As religiões são muito dependente de rituais. Principalmente a católica, que foi estabelecida em um passado mais distante que 20 vidas de um Silvio Santos. Os rituais seguidos pela instituição fazem cada vez menos sentido em tempos atuais. Um dos meus blogs favoritos, o Melting Asphalt, publicou muitos anos atrás um texto excepcional a respeito. Com o icônico nome de Doesn’t Matter, Warm Fuzzies, ele abordava os rituais de forma científica, social e psicológica. E como todo texto que o Kevin Simler escreve, ele é bem aprofundado e embasado, então já fica aí a recomendação. O Melting Asphalt, inclusive, é uma das inspirações minhas para o nRT, que também tenta ser um blog embasado cientificamente com pouquíssimos textos por ano. Um ritual para um papa A eleição de um papa, por exemplo. Cada vez mais, esses velhotes ocasionalmente pedófilos vivem mais e mais. Culpa exclusiva do melhor acesso a tratamentos de saúde possível, uma vez que eles já são velhotes quando viram papa. A morte de um papa, porém, desencadeia uma seqüência de rituais de tradição quase constante. Já era tempo do vaticano usar urnas eletrônicas e anunciar o vencedor em um tweet. Mas o ritual de escolha de um novo papa segue tendo votação de papel e comunicação por sinais de fumaça (literalmente). Tradição que dificilmente vai mudar, por falta de incentivo da própria Igreja mesmo. Oras, a Igreja não é notoriamente a mais moderna das instituições. Ela ainda têm visões de mundo muito ultrapassadas em temas já amplamente aceitos. A igreja ainda condena métodos contraceptivos (só recentemente ela deu um aceno ao uso da camisinha). E dois homens se beijando é um tema que ainda tem alguns séculos até ser considerado passível de discussão. Mesmo o mais progressivo dos papas é quase tão conservador quanto nossas tias. E isso porque nos últimos anos de política brasileira, nossas tias ficaram mais conservadoras do que eram. Mesmo assim, o papel de papa ainda é de grande importância dentro da religião cristã. Um papa é ouvido, é visto, e é questionado. Um papa ainda tem uma grande dose de poder. Ainda é um cargo que pessoas estão dispostas a matar (e a morrer) para alcançar. O ritual Não que o filme Conclave seja tão drástico. Ele não perde tempo com a ação e faz questão de enclausurar o público junto dos personagens. Um cineasta mais popularesco adicionaria cenas caras com a multidão reunida na Praça São Pedro. Edward Berger é mais contido nesse aspecto: não saímos da Capela Sistina – a não ser quando um personagem sai; aí podemos acompanhá-lo. Isso, que poderia ser visto como um problema, vira um trunfo. Não nos interessa mais o popularesco, o midiático. Os acontecimentos internos, do próprio ritual são a parte fascinante. As roupas engraçadas, o enclausuramento ultra-secreto e as orações constantes não enganam ninguém. O conclave é um ritual embebido de política. Quando homens começam a lutar por conseguir um poder tão grande quanto a chance de ser pontífice, a moral religiosa pode vir a morrer de forma bem rápida. O filme convida a audiência a acompanhar esse ritual de perto. Os personagens são bem desenhados, mesmo com seus objetivos óbvios. As atuações estão ótimas, como não poderiam deixar de ser, em um filme que depende dos personagens brilharem por si só. E a votação dá suas voltas. Conclave ganhou um compreensível Globo de Ouro de melhor roteiro. E tudo indica que deve concorrer ao Oscar nessa categoria também: só o discurso proferido por Ralph Fiennes já é um primor de escrita. Ele é levemente mostrado no trailer, mas basicamente discute os problemas da certeza. A Igreja, como instituição, não pode buscar amplamente a certeza. Ela vive da fé. E a fé só pode existir na presença da dúvida. Baita texto. Baita roteiro. E um bom filme.