Emily Blunt
☼ Born on23 janeiro 1983, in Roehampton, London, England, UK
Biography:
Emily Olivia Laura Blunt is an English actress known for her roles in O Diabo Veste Prada (2006), A Jovem Vitória (2009), No Limite do Amanhã (2014), and A Rapariga no Comboio (2016), among many others.
Blunt was born in Roehampton, South West London, England, the second of four children in the family of Joanna Mackie, a former actress and teacher, and Oliver Simon Peter Blunt, a barrister. Her grandfather was Major General Peter Blunt, and her uncle is MP Crispin Blunt. Emily received a rigorous education at Ibstock Place School, a co-ed private school at Roehampton. However, young Emily Blunt had a stammer, since she was a kid of 8. Her mother took her to relaxation classes, which did not do anything. She reached a turning point at 12, when a teacher cleverly asked her to play a character
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with a different voice and said, "I really believe in you". Blunt ended up using a northern accent, and it did the trick, her stammer disappeared.
From 1999 - 2001, Blunt went to Hurtwood House, the top co-ed boarding school where she would excel at sport, cello and singing. She also had two years of drama studies at Hurtwood's theatre course. In August 2000, she was chosen to perform at the Edinburgh Festival. She was signed up by an agent, Kenneth Mcreddie, who led her to the West End and the BBC, scoring her roles in several period dramas on stage as well as on TV productions, such as Foyle's War (2002), Henrique VIII (2003) and O Império Romano (2005). In 2001, she appeared as "Gwen Cavendish" opposite Dame Judi Dench in Sir Peter Hall's production of "The Royal Family" at Haymarket Theatre. For that role, she won the Evening Standard Award for Best Newcomer. In 2002, she played "Juliet" in "Romeo and Juliet" at the prestigious Chichester Festival.
Blunt's career ascended to international fame after she starred as "Isolda" opposite Alex Kingston in Boudica : A Rainha Guerreira (2003). A year later, she won critical acclaim for her breakout performance as "Tamsin", a well-educated, cynical and deceptive 16-year-old beauty in Amor de Verão (2004), a story of two lonely girls from the opposite ends of the social heap. Emily Blunt and her co-star, Natalie Press, shared an Evening Standard British Film award for Most Promising Newcomer. In 2005, she spent a few months in Australia filming Irresistível (2006) with Susan Sarandon and Sam Neill. Blunt gave an impressive performance as "Mara", a cunning young destroyer who acts crazy and surreptitiously provokes paranoia in others. She also continued her work on British television, starring as "Natasha" in Stephen Poliakoff's Gideon's Daughter (2005), opposite Bill Nighy, a role that won her a 2007 Golden Globe Award for Best Performance by an Actress in a Supporting Role.
She continued the line of playing manipulative characters as "Emily", a caustic put-upon assistant to Meryl Streep's lead in O Diabo Veste Prada (2006). Blunt's performance with a neurotic twist added a dimension of sarcasm to the comedy, and gained her much attention as well as new jobs: in two dramas opposite Tom Hanks, then in the title role in the period drama, A Jovem Vitória (2009). Her most recent works include appearances as antiques dealer "Gwen Conliffe" in O Lobisomem (2010) and as the ballerina in Os Agentes do Destino (2011).
Emily is a highly versatile actress and a multifaceted person. Her talents include singing and playing cello; she is also skilled at horseback riding.
On August 28, 2009, Blunt and Krasinski announced their engagement. The couple married on July 10, 2010, at the estate of their friend, George Clooney, on Lake Como in Italy. Blunt and Krasinski live in the Los Angeles area, California, and have two children.
In the role of actor
Dia D (10/06/2026)
Pô, Spielberg… Sou seu fã incondicional desde Duel, curti até o 1941, que ninguém gostou. Por que você fez isso comigo? Fui ver o Dia D com o espírito de quem vai encontrar uma ex-namorada que ainda ama, cheio de esperanças de ter um revival, curtir de novo os bons momentos que passamos juntos. Não logrei êxito. Voltei pra casa com o coração em frangalhos. Sabe aquela lágrima que qualquer ser humano que não seja um psicopata não conseguiu conter quando o E.T. foi embora? Então, isso tem nesse filme, mas só a casca, só a receita de bolo, só o plano fechado na cara do ator “emocionado” e a música melosa pra induzir o choro da audiência. Mas SEM o conteúdo da relação inteira construída entre Elliot e o E.T. E isso é o que faz aquele filme ser mágico e a separação deles doer no coração de qualquer não-psicopata. É a sua ex que você ainda ama vindo ao encontro, mas vem só a maquiagem, sem ela mesma por trás da maquiagem. O roteiro é exageradamente confuso e dá pinta de ter coisas furadas nele, mas que tem que ver de novo para ver se foi tudo bem-feitinho mesmo e você que babou ou se foi o filme que não seguiu a boa dica de Nietsche, que sabiamente dizia: “não turve as águas para elas parecerem profundas”. O principal problema do filme: este é um filme que fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, depois fala, fala, fala, e depois fala mais um pouco. Chega uma hora que dá vontade de gritar: “Cala a boca e deixa eu ver o filme!!” Qualquer filme sem o famoso “show, don’t tell”, não é cinema, é radio novela. E o Spielberg (justo ele!) esqueceu disso. Como a trama é um emaranhado exigente para quem assiste, ele achou que a boa solução é explicar tudo. E não é. Deveria ter uma normativa expedida em coautoria entre a ONU, a OMS, a OTAN e o Pacto de Varsóvia limitando que filmes que falam, falam, falam sejam escritos exclusivamente por Aaron Sorkin, que é o único que sabe fazer isso bem-feito. Como uma consequência quase natural de um roteiro-matraca, TUDO é expositivo. Vou dar um exemplo que contém um pequeno spoiler. Se não quiser ouvir, pule esse parágrafo: a personagem chega num lugar que tem uma reconstrução da sua casa na infância. Isso já é anunciado quando ela chega no lugar e vomita: “esta é minha casa da infância”. Não satisfeita, ela começa a andar pela casa, até que chega num quarto de menina. Dá dois passos pra dentro do cômodo e diz pra si em voz alta: “meu quarto”… Pô, Spielberg! Você não fez isso nem quando tava fazendo filme pra criança. Fala sério, mano, me respeita. E é isso o tempo todo. É uma metralhadora falando sem parar, tentando, com palavras, desfazer o embaralhado de um novelo de lã que um gato brincou a tarde toda. Claro, tem ideias boas. Mas estas parecem só estar aplacando uma paixão do Spielberg pelo tema “extraterreste”, com o impacto que o Caso Roswell deve ter lhe causado na infância. Tem também a cena da Alfa-Romeo com o trem, que é bárbara, eletrizante mesmo – ainda que eu fique na esperança daquilo ter sido feito em CG e que nenhuma Alfa tenha sido sacrificada. Alfas são sagradas. Não vou conseguir deixar de falar de outra coisa, esta acontecida no Brasil, que foi (e peço desculpas pelo termo técnico em francês) a cagada do título que foi dado ao filme aqui. “Dia D” se refere inalienavelmente a um evento histórico bem claro e pontual, inclusive já muito bem retratado pelo próprio Spielberg. Num primeiro momento, o título me fez pensar que talvez Steven tivesse aproveitado material de sobra do Resgate do Soldado Ryan pra montar outro filme. (e talvez tivesse sido melhor…) Nota importante: A crítica sincera que fiz aqui não pretende anular a admiração – igualmente sincera – por ver alguém com quase 80 anos e que não tem que provar mais nada para ninguém, ainda achar fôlego e tesão para fazer um filme parrudo como esse. Isso é realmente admirável e mantém, pra mim, Steven Spielberg no panteão das referências aspiracionais. Mas quanto ao Dia D, era melhor ter ficado só com o que eu tinha idealizado de memória sobre a minha ex.
O diabo veste Prada 2 (30/04/2026)
O começo de O diabo veste Prada 2, que estreia nesta quinta, 30, estabelece o tom do filme. Logo na primeira cena, encontramos Andy Sachs (Anne Hathaway) triunfante. Ela e um grupo de amigos estão ganhando um prêmio jornalístico. Antes mesmo de receber o troféu, nossa heroína é informada, por mensagem de texto, que ela e seus colegas estão demitidos. É apenas o primeiro choque de realidade proposto pela trama. Aliás, se fosse o caso de resumir as duas horas de projeção em poucas frases elas seriam: o mundo da moda encontra o mundo real. E ele é implacável. Apesar desse início melancólico, este não é um filme para sair triste do cinema. Muito pelo contrário. As piadas do roteiro são afiadíssimas e o elenco é muito competente em entregá-las. É um longa bem mais ácido do que o primeiro, mas, antes de tratar das comparações, vamos falar um pouco mais da sinopse. Quando chegamos na Runway, é que podemos perceber as mudanças dos vinte anos que separam os dois filmes. A revista, que outrora era impressa e poderosa, agora é praticamente online e passa por maus bocados. Não só financeiramente. Do ponto de vista ético também. Uma reportagem da Runway acabou, inadvertidamente, celebrando um lugar que usava mão de obra escrava. Os anunciantes debandaram e o proprietário decidiu trazer alguém que pudesse fazer essa gestão de crise. É aqui que entra Andy. Ele só se esqueceu de avisar Miranda Priestly da sua decisão… que, claro, está tão implacável como sempre. Com uma diferença hilária e que é um sinal dos tempos: ao seu lado, quase o tempo todo, ela tem uma assistente cuja função é tentar controlar os ímpetos verbais da personagem de Meryl Streep. O verbo tentar, aqui, é bem importante. E onde está Emily? Bom, ela está trabalhando em um dos principais anunciantes da Runway e não se furtará em usar essa influência para que as matérias saiam como ela quer. Aqui, já deu pra perceber que o grande tema de O diabo veste Prada 2 é o jornalismo – ou o que sobrou dele. Mais ainda: é possível ser ético em um mundo onde o que move a informação é o clique? Já consigo imaginar esse filme sendo usado em muitas aulas nas faculdades de jornalismo mundo afora. É possível assistir a continuação sem ter visto o primeiro? Sim, as tramas são relativamente independentes, e os poucos momentos em que alguma informação do primeiro se faz necessária, ela é recuperada. Apesar disso, quem só assistir a essa continuação, vai deixar de rir de algumas boas piadas que derivam diretamente do filme de 2006. Se usarmos apenas o critério humor, este é um filme muito superior ao primeiro. Como disse, as piadas estão mais afiadas, com boas reviravoltas e surpresas, mas não só. O tema central da trama deixa o filme mais próximo do público. Também existe espaço para mostrar um pouco mais da humanidade das personagens, até de Miranda Priestly, acredite se quiser… apenas o elemento romance ficou meio periférico no roteiro o que, para este crítico, não fez nem falta. O diabo veste Prada 2 mostra que uma continuação pode ser melhor que o primeiro e, principalmente, que um filme pipoca pode ser inteligente e divertido ao mesmo tempo. Um feito e tanto.
Fall Guy (08/05/2024)
Não faz muito tempo que eu me tornei um grande fã do diretor David Leitch. Na verdade, foi só com “Trem Bala” que eu comecei a reparar no nome do rapaz por trás das câmeras, mesmo que eu seja um entusiasmado fã de Atomic Blonde e um admirador das cenas de ação de John Wick. Mas acredito que foi só em Bullet Train mesmo que Leitch abraçou um dos gêneros que eu mais gosto a ação de comédia. Ao contrário da comédia de ação, onde as piadas são o foco e cenas de ação acontecem entre uma gag e outra, a ação de comédia é 100% focada na ação, e a forma como ela se desenrola que é a piada. Não é uma porradaria interrompida por piadocas marotas, como os filmes recentes do Homem Aranha fazem de forma brilhante; mas sim é uma porradaria cômica. A forma como Trem Bala me pegou de calças curtas é culpa de uma certa ignorância sobre a carreira passada dele. Eu poderia ter juntado 1+1 e concluído que alguém que dirigiu “Fast and Furious: Hobbs & Shaw” e Deadpool com igual competência iria querer eventualmente juntar os dois gêneros no mesmo filme. E o diretor segue fazendo isso magistralmente, agora com “O Dublê”. E dessa vez, ele tem lugar de fala: o diretor já trabalhou como dublê e como stunt coordinator, uma espécie de coreógrafo de explosões. Então ele sabe o que tá fazendo: a ação é realmente extremamente bem feita e, mesmo nas seqüências mais malucas, nunca fica complicado entender o que está acontecendo na tela. Dada a temática do filme (uma história de amor boboquinha entre um dublê e uma diretora), ele também aproveita para entregar mais um mimo aos amantes do cinema que é aquele filme que se passa nos bastidores de um filme. É uma delícia ver a relação do dublê com atores, diretores, coordenadores de ação, produtores — e, é claro, faz o telespectador pensar se as relações tempestuosas não são uma coisa meio auto-biográfica, já que o diretor consta nos créditos de 82 filmes trabalhando como dublê. Se o trabalho do diretor não é o suficiente para animar qualquer fã de cinema, o casal principal chega mandando bem demais: Emily Blunt é tão foda e linda que eu nem sei se o John Krazinski merece ela (e tem pouca coisa que o John Krazinski não merece). Ryan Gosling volta a mostrar que tem um timing cômico excepcional. Ele entrega ação com a mesma energia que solta piadas (sejam elas visuais ou proferidas) e faz até o draminha tonto do personagem parecer verossímil. Além disso, Gosling, como já ficou previamente estabelecido, é gostoso pra caralho, a ponto de me fazer contestar e amaldiçoar minha própria heterossexualidade. Os atores secundários que orbitam ao redor do casal principal (quase obscurecidos pelo brilho de Blunt e Gosling) também têm seus momentos de destaque: Hannah Waddingham faz um sorriso falso lindíssimo e entrega seus bits cômicos com um timing perfeito. E eu sou fã do Aaron Taylor-Johnson desde Kick-Ass e sigo ansioso pra vê-lo nas telas como James Bond. E, além de tudo, continua sendo delicioso ver um filme original, sem precisar assistir oito outros longas e nem comparar com outro filme com a mesma história que teria sido feito na década de 90. É entrar no cinema, ficar duas horinhas, encher o cu de pipoca e dar o fora. Delicinha.