SALADA CAPRESE lasanha de sobremesa

Super Mario Galaxy: O Filme

Sabe o Mário?

Ele está de volta. E não traz somente seus amiguinhos mais próximos, mas a Nintendo dessa vez cria um verdadeiro multiverso de personagens clássicos dos video-games. Dos video-games da Nintendo, claro. A empresa é egoísta, só brinca com quem é da casa dela, praticamente a Rede Globo antes do Paulo Vieira chegar.

Project Hosa Lina

Tal qual todos os jogos do italiano bigodudo, a história pouco importa. Eu imagino que tenha algo a ver com a descoberta de uma nova forma de vida que está escurecendo o sol, e a NASA tem que mandar Mario para outra estrela para estudar a cura e ele encontra o Yoshi, sei lá, já fui duas vezes assistir “Devoradores de Estrelas” no cinema, estou meio enviesado.

Mas Super Mario Galaxy é meu segundo jogo favorito da Nintendo, ficando atrás somente de Super Mario 64, que já foi bastante explorado no primeiro filme, seria o próximo passo lógico ao invés de dar um chapéu sapiente para o encanador; esse negócio do chapéu deve ser o próximo passo.

Assim sendo, segue um trabalho fabuloso feito pelos roteiristas da franquia, em colocar um mínimo de sentido em uma série de elementos que não faz sentido nenhum, foram só criados por excelentes game designers para desenvolver alguma mecânica fabulosa em video-games. Estão certos eles, e estão certos também os roteiristas. E está certa a Nintendo em querer explorar tudo isso para tirar dinheiro dos fãs, a gente paga, não tem alternativa.

Intellectual property

Tem a velha história do garoto Tabua Nyianata, que vivia num vilarejo pobre da Tanzânia. Fã de Mario, ele passou meses coletando papelão, elástico, clips de caderno, recortando, adaptando, colando, e fazendo de tudo para criar um Nintendo Switch de papelão para poder brincar. Um turista compartilhou a história na internet, que viralizou. A Nintendo, quando soube do trabalho do pequeno Tabua, enviou uma equipe até a Tanzânia, que visitou o vilarejo, e processou a família do garoto em US$ 200 milhões por violação de copyright.

A anedota (supostamente) fictícia não cai muito longe de como a Nintendo atua. Extremamente protetiva com suas marcas, ela não hesitou em colocar tudo que podia em mais um filme. E tem coisa pra caramba.

A começar pela trilha sonora, que é deliciosa. Sim, é um eco das músicas do video-game, mas sempre muito bem colocada. E faz a gente recordar da absurda quantidade de músicas marcantes que os jogos do Mario já nos trouxeram.

Desta vez, ela não traz o Donkey Kong, mas tem outras franquias para os fãs caçarem (umas óbvias, outras nem tanto). Tem até personagem da época do Nintendo 64 que mal apareceu desde então, mas que provavelmente dará as caras (ou os focinhos) em um novo jogo em breve, tamanha a importância que é dada ao seu papel na história. Ah, e tem cena pós-crédito (duas, a mid-crédito e a final), que também traz uma face queridinha dos fãs que ainda não ganhou relevância nas telonas.

yahuuuuu

É filme família que adulto também se diverte. Não é melhor que o primeiro Super Mario, mas sim, é bom demais.

E todo mundo sai do cinema querendo ligar o Nintendo Switch de novo, então para a Nintendo, é exatamente isso que ela queria.

Autor:
Barão do Principado de Sealand. Com uma inexplicável paixão por cinema, cervejas e queijos.