Era para ser um evento de gala. Com tudo o que tem direito: pompa, circunstância, gente importante, uma causa nobre para aquecer os corações, enfim, o cardápio completo. Com o charme adicional de ser na Grécia. Mas quando o filme se chama Sacrifício alguma coisa vai dar muito errado. O primeiro problema é Mike Tyler (Chris Evans) que representa a típica celebridade tentando recuperar a imagem depois de se envolver em polêmicas que o deixaram afastado dos holofotes.
Mas lidar com celebridades perturbadas seria moleza perto do grande problema que aguardava os comensais. A festa é invadida por um grupo eco-terrorista com um objetivo bem diferente. Selecionar três convidados e os arremessar em um vulcão das redondezas. Tudo para salvar o planeta. Nem é preciso dizer que Mike está entre os selecionados.
O grande mérito de Sacrifício é que o filme não se leva a sério. O tom de sátira atravessa o roteiro inteiro e os diálogos são inteligentes. É possível simpatizar e antipatizar, em alguma medida, com todos os personagens. Aqui, a linha que separa os mocinhos e os vilões é tênue.
Sacrifício traz mais um ponto interessante. Embora não seja o tema central da trama, a questão ambiental faz parte da construção do roteiro. Parece ser uma preocupação -justa, claro-, da Hollywood atual. Digger, filme sensação estrelado por Tom Cruise, está nos cinemas e segue essa mesma lógica.
Sacrifício estreou esta semana nos cinemas, mas em breve estará no catálogo da Netflix. Não vai ser um sacrifício assistir ao filme.