Eu sou um grande entusiasta de “A Praça é Nossa”. Acho o tipo de programa que já teria sido cancelado há muito tempo, se alguém se desse ao trabalho de assisti-lo.
Mas aquele humor anos 60, aquelas velhas piadas que ainda funcionam, aquela fórmula da setup-escada-punchline, aqueles personagens caricatos. É uma coisa meio Brazil Aesthetics que me fascina.
Os Farofeiros é essa estética. Deve ter umas duas piadas originais no filme, o resto tudo já passou na Praça. Aquele humor de homem feio e mulher gostosa, aquela coisa situacional que você só consegue pensar “como esse filme conseguiu orçamento pra existir, deve ser coisa do Vorcaro”.
O que não é ruim, é só surpreendente.
Eu não consigo comparar o terceiro filme com suas duas produções anteriores porque eu não assisti a elas. Nem fez falta: Os Farofeiros 3 é um filme fechado dentro de si que não precisa de outros pra funcionar. Nem deixa pontas abertas, porque o filme nem pontas tem. É uma história que você entra no cinema, assiste por duas horas, já sabe o que vai acontecer, sai do cinema e esquece do filme instantaneamente.
Numa época de grandes franquias e ameaças universais, é tudo que a gente precisa.
A Marvel tem muito que aprender com o Paulinho Gogó.