SIM! SIM! MIL VEZES SIM!
Kill Bill é meu Tarantino favorito, e sempre foi. Um dos top filmes da minha vida, uma das maiores influências em como eu aprecio cinema.
Acompanhando essa feliz moda de retorno ao cinema de filmes antigos, a Paris Filmes traz de volta Kill Bill 1 e 2 ao mesmo tempo, em uma montagem que recebe o justo rótulo “Kill Bill como ele nasceu para ser assistido”. Sim, a divisão de Kill Bill aconteceu porque um filme de mais de quatro horas não ia cair bem nas salas, então o filme foi dividido em dois, gerou o dobro de ingressos, o dobro de hype, essas coisas todas. Mas Kill Bill — The Whole Blood Affair é o Kill Bill como Tarantino sempre sonhou em exibir.
Ele tem um ou outro pequeno rearranjo de cenas, umas cenas extras (há uns 10 minutos a mais na animação que mostra a origem de O-ren Ishii), e mais violência! Sim! A icônica seqüência da house of blue leaves está estendida, com mais membros decepados, mais mutilações, e sem aquele recurso malandro de deixar tudo em preto e branco para parecer mais violento. É Kill Bill como Kill Bill merece.
O resultado é um monstro de 275 minutos (contando com um intervalo providencial de 15 minutos que todo mundo sabe onde foi inserido). Um monstro lindo, delicioso, hipnotizante, definitivo. A quem gosta de Tarantino e de Kill Bill, não tem segredo: tem que correr para o cinema.
Principalmente para a geração millennial que, como eu, não tinha idade suficiente para assistir Kill Bill nos cinemas na época de seu lançamento. O filme estreou no Brasil em 2004 com uma censura de 18 anos. Eu já tinha tido o prazer de assisti-lo posteriormente nos cinemas em uma exibição especial em Londres que colocou os dois filmes na seqüência (os originais, ainda não era esta montagem especial).
Além de tudo isso, o filme conta ainda com um curta de Fortnite péssimo, bem ruim mesmo; o Tarantino fez de má vontade. Mas o curta marcou o retorno da relação entre Quentin Tarantino e Uma Thurman, que brigaram feio por conta de um acidente (este daqui) no final das gravações de Kill Bill. Águas passadas, o diretor já pediu desculpas, a atriz já falou que está tudo bem. Mesmo sendo desnecessário, e não passando de uma propagandaça da Epic Games, o curta serviu para garantir a integridade da relação dos dois.
Fico feliz por ambos. Eles nos entregaram Kill Bill, eu tenho esse voto de gratidão por eles.
Ah, vale a pena conferir nossa linha de produtos de Kill Bill lá na Loja Salada!