A primeira coisa a me chamar atenção ao filme Exit 8, que chega ao Brasil com o nome Exit 8 (e tem o nome original 8番出口) foi este tweet da Neon, a distribuidora do filme, mostrando como eles fizeram uma das cenas base do filme: o homem que aparece repetidamente andando no mesmo corredor enfadonho de metrô. Ao invés de usarem dublês, cortes de câmera escondidos, efeitos especiais, telas verdes, ou AI, eles puseram o ator pra pedalar e voltar para o cenário do outro lado. Absolute cinema.
E era isso. Eu nem tinha visto o trailer. Eu nem sabia que o filme era inspirado em um video-game supostamente popular — coisa que eu só descobri mesmo depois de assistir ao filme e que não me surpreendeu, uma vez que, mais de uma vez, eu pensei enquanto assistia “isso aí daria um bom video-game”.
Porém, como um jogo indie, o filme teve que se esforçar um pouco mais para dar uma profundidade aos elementos. O personagem principal tem uma questão pessoal mais pungente, que aparentemente ficou de fora do jogo. Os NPCs também têm seu momento de brilhar no longa. E há um novo elemento: uma criança, que como toda criança que se preze em meio a adultos preocupados com filhos e pagar boletos, é a única personagem que sabe como jogar aquele negócio.
Apesar de se apresentar com os gêneros Mistério/Terror, o filme é mais um episódio de uma série de mistério. Ele não dá muitas ferramentas para desvendar o mistério, mas pelo menos ele segue sem nunca perder o tema de vista. A parte do terror aparece logo na primeira cena, quando a namorada do protagonista telefona pra ele para anunciar uma gravidez. Absolute terror.