O filme A história do som, estrelado por Paul Mescal e Josh O’Connor, que estreou em 26 de fevereiro, poderia ser um musical, mas não é. Paradoxalmente, o fio condutor de toda a trama é a música. É ela que une os nossos protagonistas e, de certa forma, serve como o elo que os une. E a música está o tempo todo na trama. Muitas vezes cantada à capela.
É por conta do interesse musical em comum que Lionel, personagem de Mescal, se aproxima de David. O romance começa. É um filme romântico? Definitivamente não. A gente até simpatiza com o casal de protagonistas, mas falta algo mais nessa trama. É tudo muito raso e rápido.
O roteiro até oferece algumas viradas interessantes ao longo da projeção, mas nada que provoque grandes palpitações. Dizendo assim, pode-se imaginar que A história do som é um filme ruim. Embora o andamento seja mais lento do que é comum em hollywood, o roteiro, apesar de alguns pesares, é interessante. Especialmente os diálogos, que são poéticos e muito bem trabalhados.
Mas afinal de contas… qual é o grande atrativo de A história do som? Pra mim, foi entender os motivos da escalação de Paul Mescal para viver o seu xará beatle, na cinebio que será lançada nos próximos anos. Assistindo, eu só consegui pensar que o Mccartney tem tudo para ser muito bem representado.
Eu só espero que, no futuro, eu não me arrependa amargamente do parágrafo anterior.