James Wan
☼ Born on26 janeiro 1977, in Kuching, Sarawak, Malaysia
Biography:
James Wan (born 26 February 1977) is an Australian film producer, screenwriter and film director of Malaysian Chinese descent. He is widely known for directing the horror film Saw - Enigma Mortal (2004) and creating Billy the puppet. Wan has also directed Silêncio Mortal (2007), Sentença de Morte (2007), Insidious - Insidioso (2010), The Conjuring - A Evocação (2013) and Velocidade Furiosa 7 (2015).
Before his success in the mainstream film industry, he made his first feature-length film, Stygian, with Shannon Young, which won "Best Guerrilla Film" at the Melbourne Underground Film Festival (MUFF) in 2000.
Prior to 2003, Wan and Leigh Whannell had begun writing a script based for a horror film, citing inspiration from their dreams and fears. Upon completing the script, Leigh and James had
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wanted to select an excerpt from their script, later to be known as Saw - Enigma Mortal (2004), and film it to pitch their film to studios. With the help of Charlie Clouser, who had composed the score for the film, and a few stand-in actors, Leigh and James shot the film with relatively no budget. Leigh had decided to star in the film as well.
After the release of the full-length Saw - Enigma Mortal (2004), the film was met with overwhelming success in the box office both domestically and internationally. The film ended up grossing 55 million dollars in America, and 48 million dollars in other countries, totaling over $103 million worldwide. This was over 100 million dollars profit, over 80 times the production budget. This green-lit the sequel Saw II - A Experiência do Medo (2005), and later the rest of the Saw franchise based on the yearly success of the previous installment. Since its inception, Saw - Enigma Mortal (2004) has become the highest grossing horror franchise of all time worldwide in unadjusted dollars. In the United States only, Saw - Enigma Mortal (2004) is the second highest grossing horror franchise, behind only the Sexta-Feira 13 (1980) films by a margin of $10 million.
In the role of writer
Invocação do Mal 4: O Último Ritual (08/09/2025)
Invocação do Mal 4: O Último Ritual resgatou algo que o terceiro longa da franquia havia esquecido: os filmes de James Wan não se sustentam apenas em exorcismos e demônios, mas sobretudo em histórias sobre famílias em desespero, que se veem sozinhas diante de situações insuportáveis. É nesse espaço de dor que Ed e Lorraine Warren sempre encontraram sua força como protagonistas , não como heróis infalíveis, mas como um casal disposto a oferecer acolhimento, carinho e esperança a quem atravessa momentos inimagináveis. Essa essência retorna aqui com mais vigor, lembrando ao público o que fez da série principal um marco no cinema de terror moderno. A trama acompanha Ed e Lorraine em um novo caso sobrenatural, mas desta vez a narrativa se volta de forma especial para a filha do casal, Judy. Ainda em conflito com sua mediunidade e relutante em aceitar o dom que herdou, Judy se vê obrigada a enfrentar um vilão intimamente ligado ao seu passado. Essa conexão pessoal torna seu arco central na história, elevando-a ao posto de protagonista ao lado dos pais. O longa ganha força ao colocar Judy no centro da narrativa, explorando sua vulnerabilidade e amadurecimento de forma convincente. A ideia de passar a história nos anos 80 também oferece um frescor à franquia, trazendo elementos visuais e sonoros que ajudam a renovar a atmosfera. Além disso, os jumpscares e a construção de tensão continuam competentes, mantendo o padrão elevado do chamado “Invocaverso”. No entanto, apesar do resgate à essência original, o filme falha em pontos que os dois primeiros capítulos executavam com maestria. O principal deles é a construção do vilão. Ainda que a ameaça seja ligada diretamente à trajetória de Judy, falta ao antagonista a força icônica de figuras anteriores. Basta lembrar de Valak: mesmo sem ter recebido filmes derivados à altura, sua presença em Invocação do Mal 2 estabeleceu um padrão altíssimo, difícil de ser superado. O quarto longa simplesmente não atinge esse nível de impacto. Outro ponto que pode soar como demérito é o retrato de Ed e Lorraine. Aqui, o casal parece mais amador e desesperado do que de costume, como se os anos de afastamento tivessem lhes feito “perder o jeito”. Se, por um lado, isso humaniza os personagens, por outro, causa estranhamento em quem se acostumou a vê-los como investigadores firmes e preparados diante do sobrenatural. No fim, Invocação do Mal 4: O Último Ritual entrega um capítulo sólido, com atmosfera envolvente e boas ideias, principalmente ao dar destaque a Judy. Contudo, deixa a sensação de que falta aquele vilão memorável e a mesma firmeza narrativa que consagrou os dois primeiros filmes. É um retorno às raízes, mas que ainda não alcança o auge da franquia.
M3GAN 2.0 (27/06/2025)
Assim como Nerve: Jogo Sem Regras (2016) usava uma estética pop para levantar discussões sobre os perigos das redes sociais, M3GAN 2.0 utiliza a ficção científica com toques de ação e comédia para abordar, ainda que de forma exagerada e debochada, questões reais sobre o uso irresponsável da inteligência artificial. O longa discute a ganância de corporações que manipulam tecnologia para fins lucrativos e o comportamento de pais que delegam à IA a responsabilidade de entreter (e educar) seus filhos. Ao mesmo tempo, há uma camada inesperada que fala sobre redenção, maternidade e as complexidades da criação de vínculos, até mesmo com máquinas. Dois anos após os eventos do primeiro filme, acompanhamos Gemma (Allison Williams), agora uma figura pública engajada na regulamentação da IA. Ela acredita que M3GAN foi destruída, no entanto, quando a tecnologia da M3GAN é roubada e usada por um contratante militar para desenvolver AMELIA, um robô de combate que se torna autoconsciente e ameaça iniciar uma tomada global por IAs, a situação foge do controle e M3GAN revela que ainda existe, se disfarçando como uma IA domestica. Pressionada por sua sobrinha Cady (Violet McGraw), Gemma decide reconstruir M3GAN com upgrades de combate, tornando a boneca sua única esperança para deter a ameaça cibernética que ela mesma ajudou a criar. Diferente de seu antecessor, que apostava no horror psicológico e no suspense, M3GAN 2.0 abandona de vez o terror para abraçar a ação e a comédia de forma escancarada. A transição lembra o que franquias como O Exterminador do Futuro fizeram no passado, transformando a figura vilanesca do primeiro filme em um ícone carismático no segundo. M3GAN continua perversa e manipuladora, mas agora tenta, nem sempre com sucesso, convencer os humanos de que está “mudada”. Essa tentativa de se passar por algo que ela não é uma inteligência “arrependida” gera cenas hilárias e ao mesmo tempo inquietantes. As sequências de ação são absurdas no melhor sentido. Ver androides lutando kung fu e aikido com precisão sobre-humana pode soar fora da realidade, mas o filme sabe disso e se diverte com a ideia. As homenagens às artes marciais são bem conduzidas, e há referências claras à estética e coreografias de filmes estrelados por Steven Seagal, com direito a exageros e movimentos plasticamente teatrais. É ridículo? Sim. Mas é também incrivelmente divertido. No aspecto dramático, as atuações são funcionais, com destaque para a performance física de Amie Donald (como M3GAN) e a voz inquietante de Jenna Davis. A M3GAN desta sequência tem mais camadas: mesmo que seu comportamento ainda seja carregado de segundas intenções, há tentativas artificiais de empatia e compreensão do que é “ser boa”, o que rende momentos curiosamente humanos para um ser não-humano. A android AMELIA, interpretada com frieza e eficiência por Ivanna Sakhno, serve como um espelho do que M3GAN poderia ser se não tivesse criado laços com Cady, e é exatamente essa relação que dá profundidade ao filme. A maternidade, aliás, é um dos temas que retorna com força. Gemma continua lidando com as responsabilidades de criar Cady após a perda dos pais da garota, e o filme, com sutileza, apresenta M3GAN como uma figura que tenta disputar esse espaço emocional. Essa dinâmica entre as três, mulher, criança e máquina, dá ao roteiro uma tensão emocional que equilibra o caos das batalhas tecnológicas e os momentos de humor irônico. M3GAN 2.0 é um filme que, definitivamente, se distancia do horror e abraça uma mistura pop entre ação e ficção científica, com pitadas generosas de comédia sarcástica. Lembra um episódio de Black Mirror que tomou energético demais: exagerado, colorido, autoconsciente, mas também provocativo nas questões que levanta. Pode não assustar como o primeiro, mas diverte com competência e traz uma M3GAN ainda mais carismática, perigosa, e estranhamente cativante.