Zakaria Alaoui
☼ Born on(day unknown) (month unknown) (year unknown)
Biography: Zakaria Alaoui is a highly respected Moroccan film producer and production executive. He is widely recognized as a premier gateway for international filmmaking in North Africa, having facilitated and managed dozens of Hollywood's biggest blockbuster productions filming in the region. With a career spanning over three decades, his expertise has made him an invaluable asset to major global film studios. Alaoui has served as a line producer and production executive on several of the most acclaimed films in modern cinema. His notable credits include working on Christopher Nolan’s mind-bending sci-fi thriller Inception (2010), Marvel Studios' action-packed Black Widow (2021), and the high-stakes action film Mission: Impossible - Rogue Nation (2015). His extensive filmography also features key  (see all) roles in blockbuster projects like The Bourne Ultimatum (2007), Troy (2004), Gladiator, and the espionage thriller Syriana (2005). After earning degrees in English and Law, Alaoui initially developed his foundational industry experience working with the Moroccan Cinematographic Center (CCM). In 1995, he founded his own production services company, Zak Productions. His company was built to accommodate the unique logistical needs of foreign filmmakers, successfully utilizing Morocco’s diverse landscapes, ancient architecture, and reliable safety to bring sweeping international stories to life. Through his decades of dedication, Alaoui has been celebrated for bridge-building within the global entertainment industry. His work has been recognized with honors at major cinematic events, including a special tribute at the Marrakech International Film Festival highlighting his contributions to Moroccan cinema and international physical production.


In the role of producer

Odisséia (29/07/2026)

A única forma de honrar uma obra tão importante quanto o épico do retorno de Odisseu à sua casa é através de superlativos. Nesse aspecto, Christopher Nolan é o cineasta perfeito para esse desafio. É um dos únicos que conseguiria o orçamento que a história exige — e um dos poucos que saberia usar esse dinheiro como ninguém. Alguém que compra um avião para atirar em um prédio só por diversão merece cada dólar que os estúdios descolam pra ele; e que ele costuma entregar de volta o investimento. Nolan odeia continuações, evita franquias, cria filmes difíceis que brincam com a ordem do tempo. Tudo o que os estúdios deveriam abominar, já que resulta em um produto de difícil venda para um mercado cinematográfico cada vez mais repetitivo. Dada essas condições, acaba sendo uma certa obrigação do fã de cinema de respeitar o diretor. Pode até não gostar de seus filmes, mas é obrigatório respeitá-lo. E, por isso, uma história desse porte exige um diretor desse nome. Homero pra que te quero É uma história de 700 a.C. Seria historicamente acurado que Maria tenha lido para Jesus como história de ninar, de tão velha. As primeiras críticas vinham nessa pegada, de uma falha de contexto histórico. As armaduras seriam mais romanas do que gregas, Telêmaco não poderia utilizar um reducionismo ortográfico como “dad“… Meras interpretações de uma história que sobrevive ao tempo. A única ressalva realmente válida ocorre em uma cena em que Odisseu comenta que a idade do bronze está acabando. Como assim? Como ele sabe? Uma história tão clássica e famosa que todos sabemos um pouco dela. A Guerra de Tróia, o cavalo deixado de presente pelos gregos com Aquiles dentro — nem Aquiles nem seu famoso calcanhar aparecem no filme (não que eu me lembre) —, Helena de Tróia, o herói amarrado ao mastro para ouvir o canto das sereias, o exílio na ilha de Calipso (Charlize Theron interpretando Joelma), o truque de Penélope de desmontar seu próprio trabalho, os deuses gregos. E o retorno a Ithaca, claro… Isso nos 20 anos que Odisseu ficou viajando, um pacote CVC do Mediterrâneo. Um homem que precisava urgente de um Google Maps. Filme do ano No final, não é melhor do que Devoradores de Estrelas, mas como a Sony não convida a gente para as cabines, a gente também vai desconsiderar eles nos nossos rankings. Então dá pra dizer que Odisséia é sim o filme do ano. Anne Hathaway está melhor que Sandra Hüller, e isso eu até afirmo independente do desdém da Sony. E sim, é filme para ser visto em IMAX. Com as salas lotadas, conseguir a sessão é a odisséia privada de cada cinéfilo.