Phil Brown
☼ Born on30 janeiro 1916, in Cambridge, Massachusetts, USA
† Died on9 janeiro 2006, in Woodland Hills, Los Angeles, California, USA, cause pneumonia
Biography: Born in Cambridge, Massachusetts, Phil Brown was the son of a doctor whose work took the family all around the country. After majoring in dramatics at Stanford University, Brown played some of his earliest stage roles as part of New York's Group Theatre. When it folded, he and other Group Theatre vets headed to Hollywood, where Brown worked in motion pictures and helped found the fabled Actors' Laboratory. His association with the Lab came back to haunt him later in the decade, when its members fell under the scrutiny of the House Un-American Activities Committee, and Brown was eventually compelled to relocate with his family to England, UK. Overseas he was able to resume acting on stage, TV and films; he also directed for the stage and TV. He returned to the U.S. in the 1990s and made the  (see all) rounds of autograph shows.


In the role of producer

A revolução dos bichos (25/05/2026)

George Orwell é inesgotável. Ele não aparece apenas nos noticiários diários, nos rompantes dos políticos ou nas situações que a realidade insiste em copiar da sua literatura. Ele é uma fonte inesgotável para o audiovisual. Desde sempre. Em 2021, sua obra entrou em domínio público. O resultado foi uma enxurrada impressionante dos seus livros por infindáveis editoras. Não é uma reclamação, importante deixar claro. Prefiro 1984 aos cafés com Deus e etc, etc. E é claro que o cinema também iria se aproveitar dessa festa. Um dos primeiros resultados é a animação A revolução dos bichos, de Andy Serkis.  Para quem leu o livro, está tudo lá. A revolta inicial dos bichos contra os humanos. A tomada de poder. A instauração do novo regime na fazenda. A liderança do Porco que vai ficando cada vez mais autoritária. É uma versão respeitosa com o material original. O que, provavelmente, não vai frustrar os fãs de Orwell.  Então, qual a razão do “provavelmente” na frase acima? Simples. Para que o filme pudesse render os 96 minutos de projeção, foram feitos pequenos acréscimos. Para ser mais preciso, dois personagens chamados Mr Whymper, uma espécie de corretor ganancioso, mas divertido; e Frieda Pilkington, uma capitalista cruel, vividos por Steve Buscemi e Glenn Close respectivamente. O roteiro também trouxe uma certa modernidade high tech para a fazenda.  Essas adições não chegam a comprometer o espírito de A revolução dos bichos. Por duas razões. Elas estão dentro do espírito Orwelliano da trama principal e, principalmente, não comprometem o desenvolvimento do arco principal. Do ponto de vista técnico, a animação está muito bonita e os atores excelentes. Seth Rogen nasceu pra dublar o porco Napoleão. Ele, aliás, está se especializando na dublagem dos grandes suínos do entretenimento. Não custa lembrar que ele fez o Pumba no live actions de Rei Leão.  Com tantos bons comediantes no seu elenco, o roteiro poderia cuidar um pouco melhor do humor do filme. As piadas são, via de regra, insossas. Parece que a mensagem foi mais bem cuidada do que a comédia. George Orwell, provavelmente, curtiria essa escolha.