Maya Amsellem
☼ Born on(day unknown) (month unknown) (year unknown)
Biography: Maya Amsellem graduated from the Law University of Nice in 1995 and was called to the Israeli bar in 1996, later qualifying as a solicitor in England. Maya practiced five years as a corporate lawyer in a well-established law firm in Israel. In 2000 Maya moved to London, joining Capitol Films as a head of Legal and Business affairs working on the financing of such films as Robert Altman's The Company, David Cronenberg's Spider, Robert Town's Ask the Dust. She left Capitol in 2007 to start WestEnd Films with partners Sharon Harel and Eve Schoukroun in 2008.


In the role of producer

Tatame (02/04/2026)

O filme iraniano Tatame não é uma fábula, mas oferece pelo menos uma lição de moral para os seus espectadores. Antes de chegar lá, uma sinopse. O longa conta a história da judoca Leila que participa do Campeonato Mundial de Judô pelo Irã. Ela é uma forte candidata para a medalha de ouro. Sua treinadora Maryam já esteve no seu lugar antes, mas não foi bem sucedida. E aqui começamos a puxar o fio que nos conduzirá para a moral do primeiro parágrafo. Ter fracassado no campeonato de judô, de certa forma, conduz muito da relação entre treinadora e atleta – o motivo é um spoiler grande, para saber só assistindo ao filme que estreia dia 2 de abril. Aliás, este é um ponto alto do filme. Todas as relações humanas são muito bem construídas e fogem dos clichês.  Especialmente, a de Leila com o seu marido, Nader. Seria muito fácil colocá-lo como machista que se insurge contra a profissão da esposa. Mas não. Aqui, ele apoia sua mulher e torce por ela. Mas nem tudo são flores. Afinal, não custa lembrar que nossas heroínas representam o Irã, uma teocracia extremamente autoritária. E Leila logo descobrirá que ela precisará enfrentar adversários muito mais fortes fora do tatame. Com o desenrolar do campeonato, a judoca lutará contra uma atleta de Israel. Isso, para o regime dos Aiatolás, é inadmissível. Começa uma série de pressões, inclusive contra os familiares da judoca. Pressões que não são meras ameaças. Nesses tempos que o Irã voltou ao noticiário, Tatame oferece uma perspectiva sombria do que é viver em uma teocracia.