Kat Coiro
☼ Born on17 janeiro (year unknown), in Manhattan, New York City, New York, USA
Biography: Kat Coiro is a Gracie Award and DGA-nominated director, writer, and executive producer known for her work across film and television. She directed the Universal Pictures romantic comedy Marry Me (2022), starring Jennifer Lopez, Owen Wilson, and Maluma. The film opened simultaneously at No. 1 in theaters and on streaming and marked Coiro's studio feature debut. Most recently, she directed You, Me & Tuscany (2026) for Universal Pictures, starring Halle Bailey and Regé-Jean Page. Coiro began her career writing, directing, and producing independent films among them And While We Were Here (2012), shot in Italy in 11 days for $150K while eight months pregnant, which premiered in competition at Tribeca, and L!fe Happens (2011) starring Krysten Ritter, Kate Bosworth, and Rachel Bilson, which won the  (see all) Cinequest Film Festival Ensemble Award and was acquired by Universal. On television, Coiro has become one of the industry's most sought-after directors. She directed and executive produced Marvel's She-Hulk: Attorney at Law (2022), directing six episodes of the series including the pilot, and served as executive producer throughout its run. She directed and executive produced the pilot of CBS's Matlock (2024), starring Kathy Bates, and has continued to direct multiple episodes of the series which garnered her The Gracie Award in 2025 for Director-Drama. Additional pilot credits include Tina Fey's Girls5eva (2021), on which she also served as co-executive producer, Florida Girls (2019), and The Spiderwick Chronicles (2024), for which she directed and executive produced the first two episodes. Her work on The Spiderwick Chronicles (2024) earned a DGA Award nomination for Outstanding Directorial Achievement in Children's Programs. Coiro directed episodes of acclaimed series including Dead to Me (2019), Shameless (2018), Modern Family (2018), Mozart in the Jungle (2018), and Brooklyn Nine-Nine (2017). Born in New York and raised in Miami, Coiro attended Interlochen Arts Academy before studying theater and film at Carnegie Mellon University and directing at the Moscow Art Theatre. She was also a fellow in the American Film Institute's directing program. Early in her career, she appeared as an actress in television series including Charmed, Law & Order: Special Victims Unit, and Law & Order: Criminal Intent. In addition to her filmmaking work, Coiro is an avid advocate for sustainability in the entertainment industry through her initiative #LightsCameraPlastic. Kat serves as a DGA mentor for emerging female directors. She lives in Los Angeles with her husband, actor Rhys Coiro, and their three children.


In the role of director

Eu e você na Toscana (15/05/2026)

Fiquei contente com o fato deste filme meramente existir. Hoje são muito raras as comédias românticas, um gênero que sempre fez muito sucesso, pelo óbvio de juntar duas das coisas mais importantes para o ser humano: humor e amor. Em algum curso me disseram que Shakespeare (sempre ele…) foi quem “lançou” o gênero, com a peça Os Dois Cavalheiros de Verona. Essa informação deve estar errada, certamente os gregos (sempre eles…) devem ter feito alguma coisa similar antes. Não vou me surpreender se um dia descobrirem pinturas rupestres contando uma comédia romântica. Por muito tempo tivemos inúmeros filmes deste gênero, um mais delicioso, encantador e marcante que o outro. O “marcante” vai depender da sua idade, mas vai desde “Aconteceu Naquela Noite” do Frank Capra da década de 30, até “Todos Menos Você” de 2023, passando por “Charada”, “Sabrina”, “Tootsie”, “Harry e Sally”, “Notting Hill”, “Uma Linda Mulher”, “O Diário de Bridget Jones” e um buquê de outras. Sua vida deve ter sido impactada por alguma delas. “Todos Menos Você” já foi um ponto fora da curva. “Eu e você na Toscana” é outro. O que eu mais gostei desse filme é mais isso mesmo, é saber que dois pontos descrevem uma reta. E se você puser um chapeuzinho na ponta da reta, vira uma seta, algo que indica um trajeto, no mínimo uma tendência. “Eu e você na Toscana” fala de desejo. E eu desejo que esse tema volte a ocupar as telas. “Noutras palavras, sou muito romântico”. Mas será que eu desejo que isso ressurja do jeito que aconteceu neste filme? Respondo a essa pergunta dizendo que “Eu e você na Toscana” tem coisas boas e coisas novas. O problema é que as boas não novas e as novas não são boas. De não-bom tem algumas conduções ou “drives” meio, digamos, curiosos. Por exemplo, no começo a protagonista se envolve com um cara, um italiano bonitão (desculpe a redundância). Ela se interessa e se envolve com ele a ponto de, tipo, três horas depois de tê-lo conhecido, já ter ido dormir com ele. Ele também foi dormir com ela, mas cada um em um sentido. No dia seguinte desta noite mal-usada, eles se perdem. Aí, como uma mulher vitimada por amor à primeira vista, ela resolve chutar tudo pro alto e ir para Itália, para encontrá-lo. Só que lá ela conhece um outro cara que – como soubemos quando vimos o cartaz do filme – é com ele que ela formará o par romântico. Fiquei intrigado. Realmente, a mocinha da película achar seu amor arrebatador porque foi atrás de outro amor arrebatador que conheceu dois dias antes, sugere que nada impede de ela achar mais um amor arrebatador quando for tomar um gelato. A gente fica sem saber pra qual amor arrebatador torcer. Mas sei lá, vai ver eu sou um conservador. Ou um romântico. Mas achei isso só “novo” mesmo. No entanto o filme é mais virtuoso na outra modalidade, que é a de coisas boas que não são novas. É um filme que não economiza nos clichês, nos estereótipos farsescos, no sacrifício da história e/ou da verossimilhança apenas porque rende uma cena plasticamente bonita. E é clichê surrado em cima de surra de clichês, como famílias italianas bagunceiras e bagunçadas, gordinhas assanhadas, um velho amargo e constrito que se rende ao presenciar o amor, vilãs que na hora mais precisa se revelam grandes mentoras, “tradições locais” inventadas e bobinhas, dois amigos de infância que não resolveram uma pendenga do passado e no fim se abraçam, enfim, esgotaram os clichês de primeira prateleira. E claro, tudo com cenas lindas com a paisagem ou a arquitetura italiana ao fundo – mas saiba que, na Itália, se seu celular cair no chão e na queda disparar a câmera, vai sair uma foto linda. Então “cenas bonitas na Itália” não exige prática, nem habilidade. Em resumo, o filme não é memorável por falta de espaço no HD mesmo, porque nossa memória já está lotada desses drives. É um filme previsível, tão previsível quanto um trem fora do horário na Itália. Mas é uma comédia romântica que talvez esteja ajudando a desenhar uma trajetória de retorno deste gênero tão querido por todos. Louvados sejam os gregos, Shakespeare e Frank Capra. E que o humor e o amor tenham mais encontros arrebatadores daqui pra frente.