Zlatko Buric
☼ Born on13 janeiro 1953, in Osijek, Croatia, Yugoslavia
Biography: Zlatko Buric is a Croatian-Danish actor who built a distinctive career in both European and international cinema. He began in experimental theater as a member of the influential group Kugla Glumiste before moving to Denmark in the early 1980s, where he established himself on screen. He became closely associated with director Nicolas Winding Refn, giving memorable performances in Bleeder (1999) and as Milo in the acclaimed Pusher trilogy, the latter earning him a Bodil Award for Best Supporting Actor. His versatility led to roles beyond Denmark, including his turn as a ruthless Russian billionaire in Roland Emmerich's disaster film 2012 (2009) and his reprisal of Milo in the British remake of Pusher. In 2022, he gained wide international recognition for his performance in Ruben Östlund's Triângulo da  (see all) Tristeza (2022), which brought him a European Film Award and a Guldbagge Award, confirming his status as a powerful character actor with a career spanning decades.


In the role of actor

A Noiva! (05/03/2026)

Eu sou um grande fã de Jesse Buckley. Comentei com o Rodrigo Fernandes um tempo atrás que ela parece ter aquela cara de quem guarda um segredo que pode arruinar sua vida, que eu acho maravilhosa. A atriz fatalmente vai ganhar seu Oscar este ano por Hamnet. Merecidíssimo, inclusive. Seu novo trabalho é A Noiva!, uma releitura de Frankenstein dirigida por Maggie Gyllenhaal (a Rachel do Batman do Christopher Nolan, mas do segundo Batman, não do primeiro, já que a Katie Holmes saiu entre um filme e outro), que já tinha outros trabalhos como diretora, inclusive no ótimo The Lost Daughter. Uma baguncinha O resultado é uma bagunça. Infelizmente, não aquela baguncinha gostosa, que deixa a gente com um sorriso confuso. O filme abraça muita coisa: tem máfia, romance, detetives, bastidores de Hollywood, revoluções feministas, musicais (tem uma cena inteira de musical, simplesmente aleatória), pornochanchada, ação, road movie, tiroteio. É coisa demais, e nada levando para lugar nenhum. Nada é devidamente explorado. Até Mary Shelley (a escritora de Frankenstein) aparece em determinado momento. Aliás, neste filme, Frankenstein é o monstro, não o médico. É claro que uma leitura mais apropriada da obra nos permite ver que o médico é o monstro e tal, mas a criação não se chama Frankenstein na história original. O roteiro mete um grandiosíssimo foda-se para esse fato e coloca Christian Bale como Frank, um monstro renascido, fã de cinema (eu adoraria ver o perfil do Letterboxd deste Frankenstein). O cientista, por sua vez, é interpretado por uma mulher, em outro gigantesco foda-se para as entrelinhas da obra de Mary Shelley, da amargura de um homem por não ser capaz de criar vida. Péssimo timing Essas comparações são outro fator que atrapalha muito o desempenho do filme. Com seu lançamento tão próximo da obra-prima que foi o Frankenstein de Guillermo del Toro, as decisões erradas deste filme parecem mais erradas ainda. Não que Christian Bale esteja ruim, ou que seu monstro esteja mal-caracterizado, mas em comparação com o filme disponível na Netflix, tudo parece pior. Isso é uma pena. Ao tentar abraçar muita coisa, o filme se perde e não faz nada realmente muito bem. Ele até tenta criar uma fantasia de carnaval própria de Noiva, baseada em uma maquiagem na cara e um véu; mas faz isso estreando duas semanas depois do Carnaval. Péssimo timing de novo.