Stella Pecollo
☼ Born on14 janeiro 1985, in Savona, Liguria, Italy
Biography: Stella Pecollo is a multifaceted artist: actress, singer, dancer, radio-TV presenter, voice actress, writer and fashion designer, with work experiences both in Italy and in the UK and USA. Some of the titles that have seen her protagonist in movies and on the small screen are Massimo Venier's "Il giorno in più" alongside Fabio Volo, "Riccardo goes to hell" by Roberta Torre alongside Massimo Ranieri, "Gore "Directed by Michael Hoffman alongside Kevin Spacey and Michale Stuhlbarg. Her latest works include the musical "Charlie and The Chocolate Factory" directed by Federico Bellone, the film "Siberia", directed by Abel Ferrara alongside Willem DaFoe and finally co-star of the hit TV series "Extravergine" with Lodovica Comello. In May 2020, the first book written by Stella was released, entitled "  (see all) I am beautiful - lightness is not a question of weight" published by Sperling & Kupfer. In this book Stella shares her experience with body shaming, bullying and the path that led her to total and absolute acceptance of herself, unique and special as she is. The book has met with great success, beautiful reviews and many positive comments from readers, who write to Stella on social media every day, recognizing themselves in her story and thanking her for everything she does for the world of body positivity. She stars alongside the American actor Tomas Arana in "Soldier under the moon", and in the TV series "Unwanted" directed by the Oscar winning director Oliver Hirshbiegel. She just filmed a leading role in the feature film "Dedalus", distributed by Eagle Pictures. On March 20th 2022 Stella kicked off her latest revolutionary project to break stereotypes and create a more inclusive world: her clothing line "Stella Pecollo fashion revolution". It is an inclusive line without size, where every dress designed by her together with the brand team breaks the stereotypes of the fashion world. Instead of the sizes Stella has decided to insert adjectives and motivational phrases.


In the role of actor

Eu e você na Toscana (15/05/2026)

Fiquei contente com o fato deste filme meramente existir. Hoje são muito raras as comédias românticas, um gênero que sempre fez muito sucesso, pelo óbvio de juntar duas das coisas mais importantes para o ser humano: humor e amor. Em algum curso me disseram que Shakespeare (sempre ele…) foi quem “lançou” o gênero, com a peça Os Dois Cavalheiros de Verona. Essa informação deve estar errada, certamente os gregos (sempre eles…) devem ter feito alguma coisa similar antes. Não vou me surpreender se um dia descobrirem pinturas rupestres contando uma comédia romântica. Por muito tempo tivemos inúmeros filmes deste gênero, um mais delicioso, encantador e marcante que o outro. O “marcante” vai depender da sua idade, mas vai desde “Aconteceu Naquela Noite” do Frank Capra da década de 30, até “Todos Menos Você” de 2023, passando por “Charada”, “Sabrina”, “Tootsie”, “Harry e Sally”, “Notting Hill”, “Uma Linda Mulher”, “O Diário de Bridget Jones” e um buquê de outras. Sua vida deve ter sido impactada por alguma delas. “Todos Menos Você” já foi um ponto fora da curva. “Eu e você na Toscana” é outro. O que eu mais gostei desse filme é mais isso mesmo, é saber que dois pontos descrevem uma reta. E se você puser um chapeuzinho na ponta da reta, vira uma seta, algo que indica um trajeto, no mínimo uma tendência. “Eu e você na Toscana” fala de desejo. E eu desejo que esse tema volte a ocupar as telas. “Noutras palavras, sou muito romântico”. Mas será que eu desejo que isso ressurja do jeito que aconteceu neste filme? Respondo a essa pergunta dizendo que “Eu e você na Toscana” tem coisas boas e coisas novas. O problema é que as boas não novas e as novas não são boas. De não-bom tem algumas conduções ou “drives” meio, digamos, curiosos. Por exemplo, no começo a protagonista se envolve com um cara, um italiano bonitão (desculpe a redundância). Ela se interessa e se envolve com ele a ponto de, tipo, três horas depois de tê-lo conhecido, já ter ido dormir com ele. Ele também foi dormir com ela, mas cada um em um sentido. No dia seguinte desta noite mal-usada, eles se perdem. Aí, como uma mulher vitimada por amor à primeira vista, ela resolve chutar tudo pro alto e ir para Itália, para encontrá-lo. Só que lá ela conhece um outro cara que – como soubemos quando vimos o cartaz do filme – é com ele que ela formará o par romântico. Fiquei intrigado. Realmente, a mocinha da película achar seu amor arrebatador porque foi atrás de outro amor arrebatador que conheceu dois dias antes, sugere que nada impede de ela achar mais um amor arrebatador quando for tomar um gelato. A gente fica sem saber pra qual amor arrebatador torcer. Mas sei lá, vai ver eu sou um conservador. Ou um romântico. Mas achei isso só “novo” mesmo. No entanto o filme é mais virtuoso na outra modalidade, que é a de coisas boas que não são novas. É um filme que não economiza nos clichês, nos estereótipos farsescos, no sacrifício da história e/ou da verossimilhança apenas porque rende uma cena plasticamente bonita. E é clichê surrado em cima de surra de clichês, como famílias italianas bagunceiras e bagunçadas, gordinhas assanhadas, um velho amargo e constrito que se rende ao presenciar o amor, vilãs que na hora mais precisa se revelam grandes mentoras, “tradições locais” inventadas e bobinhas, dois amigos de infância que não resolveram uma pendenga do passado e no fim se abraçam, enfim, esgotaram os clichês de primeira prateleira. E claro, tudo com cenas lindas com a paisagem ou a arquitetura italiana ao fundo – mas saiba que, na Itália, se seu celular cair no chão e na queda disparar a câmera, vai sair uma foto linda. Então “cenas bonitas na Itália” não exige prática, nem habilidade. Em resumo, o filme não é memorável por falta de espaço no HD mesmo, porque nossa memória já está lotada desses drives. É um filme previsível, tão previsível quanto um trem fora do horário na Itália. Mas é uma comédia romântica que talvez esteja ajudando a desenhar uma trajetória de retorno deste gênero tão querido por todos. Louvados sejam os gregos, Shakespeare e Frank Capra. E que o humor e o amor tenham mais encontros arrebatadores daqui pra frente.