Seth Rogen
☼ Born on15 janeiro 1982, in Vancouver, British Columbia, Canada
Biography: An actor, comedian and writer, Seth Rogen has come a long way from doing stand-up comedy as a teen. Rogen was born in Vancouver, British Columbia, to Sandy (Belogus), a social worker, and Mark Rogen, who worked for non-profits. His father is American-born and his mother is Canadian. He is of Russian Jewish descent. He attended Vancouver Talmud Torah Elementary School and Point Grey Secondary School (although he dropped out of high school to move to Los Angeles) and was known for the stand-up comedy he performed at Camp Miriam, a Habonim Dror camp. At sixteen, Rogen placed second in the 1998 Vancouver Amateur Comedy Contest. Soon after that he landed his first role in Judd Apatow's short-lived but well regarded TV series Freaks and Geeks - A Nova Geração (1999), taking on the role of Ken  (see all) Miller. Though the show only lasted one season, it was the launching pad for many careers, including Rogen, Apatow, James Franco, and Jason Segel. This early work sharpened Rogen's keen improvisational skills, which he's used on many projects since. Following Freaks and Geeks - A Nova Geração (1999), he participated in a few unsuccessful television projects, and then joined the American television version of Da Ali G Show (2000) as a writer during its second and last season, along with his childhood friend and writing partner Evan Goldberg. The writing team received an Emmy nomination. As a huge fan of the first season, Rogen was thrilled to get the chance to work with Sacha Baron Cohen. Continuing his work with Apatow, he joined the cast of Apatow's debut film Virgem aos 40 Anos (2005) and is credited as co-producer. After that he took the lead in Um Azar do Caraças (2007), Apatow's second movie and a huge success. He's since been a frequent collaborator with Apatow, in projects such as Super Baldas (2007), Alta Pedrada (2008) and Gente Gira (2009). He co-wrote Super Baldas (2007), with Goldberg; the pair started the project when they were teens. They won the Canadian Comedy Award for Best Writing in a Film in 2008. They later wrote Alta Pedrada (2008) and Green Hornet (2011), also starring Rogen. A talented voice artist, Rogen is in the animated films Horton e o Mundo dos Quem (2008), O Panda do Kung Fu (2008), and Monstros vs. Aliens (2009), and has voiced characters for Os Simpsons (1989) and American Dad (2005). Rogen was named the Canadian Comedy Person of the Year by the Canadian Comedy Awards in both 2008 and 2009. Rogen lives in Los Angeles with Lauren Miller Rogen, whom he met in 2004. They became engaged in September 2010 and married in October 2011.


In the role of actor

O Convite (29/06/2026)

Quando o logo da Annapurna filmes apareceu logo antes do filme “O Convite” (The Invite, tradução sem frescuras), eu estranhei. Annapurna não é aquela empresa de games? É ela mesma. A responsável pelo clássico Outer Wilds. Bom, já começaram bem. Eu sabia de antemão que eles eram bons em contar histórias. No final, a Annapurna filmes é também uma excelente contadora de histórias nas telonas, eu só não lembrava. O catálogo deles tem uma porção de pérolas cinematográficas subestimadas. Por falar em contadora de histórias, uma das pessoas que assina o roteiro é Rashida Jones, a filha do Quincy Jones, também conhecida por seus papéis em The Office, Parks and Recreations, e atrizes que o autor da crítica tem um crush. E o roteiro é sim um dos pontos fortes do filme. Afiado, cômico, direto, é um primor de escrita. Em 5 minutos de filme já dá para entender a dinâmica inteira dos personagens sem diálogos expositivos. Particularmente, adoro bottle stories — essas histórias que se passam em apenas um cenário, com um número reduzido de personagens, como as contadas na excelente série inglesa Inside No 9. São quatro personagens apenas, todos brilhantemente interpretados por Seth Rogen, Olivia Wilde, Edward Norton, e Penelope Cruz. As atuações são dignas dos nomes, e nenhum personagem destoa. Na verdade, as atuações são tão boas que acabaram prejudicando minha visão sobre a direção da também atriz Olivia Wilde. Enquanto ela mostrou um péssimo resultado com Don’t worry, darling, e um ótimo trabalho com Booksmart, neste filme eu não achei a direção melhor do que mediana. Há um inteligente uso de espelhos, mas há closes fechados demais na fuça dos personagens. Há quatro atores espetaculares, eu quero planos abertos para ver a reação deles às reações dos outros. Eu quero blockings mais inteligentes, e quero que o apartamento seja tratado como um personagem também (pois deveria ser). São detalhes que me incomodaram porque eu sou um baita chato do cacete, mas que não devem diminuir o apreço de ninguém pelo filme. Principalmente por conta das atuações e do excelente roteiro, que às vezes parece ter sido escrito por Luis Fernando Verissimo, e que tem toda uma pegada “eu e minha parceira gostamos muito da sua vibe“. O que, sendo a parceira a Penelope Cruz, não tem quem resista.

A revolução dos bichos (25/05/2026)

George Orwell é inesgotável. Ele não aparece apenas nos noticiários diários, nos rompantes dos políticos ou nas situações que a realidade insiste em copiar da sua literatura. Ele é uma fonte inesgotável para o audiovisual. Desde sempre. Em 2021, sua obra entrou em domínio público. O resultado foi uma enxurrada impressionante dos seus livros por infindáveis editoras. Não é uma reclamação, importante deixar claro. Prefiro 1984 aos cafés com Deus e etc, etc. E é claro que o cinema também iria se aproveitar dessa festa. Um dos primeiros resultados é a animação A revolução dos bichos, de Andy Serkis.  Para quem leu o livro, está tudo lá. A revolta inicial dos bichos contra os humanos. A tomada de poder. A instauração do novo regime na fazenda. A liderança do Porco que vai ficando cada vez mais autoritária. É uma versão respeitosa com o material original. O que, provavelmente, não vai frustrar os fãs de Orwell.  Então, qual a razão do “provavelmente” na frase acima? Simples. Para que o filme pudesse render os 96 minutos de projeção, foram feitos pequenos acréscimos. Para ser mais preciso, dois personagens chamados Mr Whymper, uma espécie de corretor ganancioso, mas divertido; e Frieda Pilkington, uma capitalista cruel, vividos por Steve Buscemi e Glenn Close respectivamente. O roteiro também trouxe uma certa modernidade high tech para a fazenda.  Essas adições não chegam a comprometer o espírito de A revolução dos bichos. Por duas razões. Elas estão dentro do espírito Orwelliano da trama principal e, principalmente, não comprometem o desenvolvimento do arco principal. Do ponto de vista técnico, a animação está muito bonita e os atores excelentes. Seth Rogen nasceu pra dublar o porco Napoleão. Ele, aliás, está se especializando na dublagem dos grandes suínos do entretenimento. Não custa lembrar que ele fez o Pumba no live actions de Rei Leão.  Com tantos bons comediantes no seu elenco, o roteiro poderia cuidar um pouco melhor do humor do filme. As piadas são, via de regra, insossas. Parece que a mensagem foi mais bem cuidada do que a comédia. George Orwell, provavelmente, curtiria essa escolha.