Ryan Gosling
☼ Born on12 janeiro 1980, in London, Ontario, Canada
Biography:
Born Ryan Thomas Gosling in London, Ontario, Canada, he is the son of Donna (Wilson), a secretary, and Thomas Ray Gosling, a traveling salesman. Ryan was the second of their two children, with an older sister, Mandi. His ancestry is French-Canadian, as well as English, Scottish, and Irish. The Gosling family moved to Cornwall, Ontario, where Ryan grew up and was home-schooled by his mother. He also attended Gladstone Public School and Cornwall Collegiate & Vocational School, where he excelled in Drama and Fine Arts. The family then relocated to Burlington, Ontario, where Ryan attended Lester B. Pearson High School.
Ryan first performed as a singer at talent contests with Mandi. He attended an open audition in Montreal for the TV series "The Mickey Mouse Club" (MMC (1989)) in January 1993
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and beat out 17,000 other aspiring actors for a a spot on the show. While appearing on "MMC" for two years, he lived with co-star Justin Timberlake's family.
Though he received no formal acting training, after "MMC," Gosling segued into an acting career, appearing on the TV series Young Hercules (1998) and Breaker High (1997), as well as the films The Slaughter Rule (2002), Crimes Calculados (2002), and Duelo de Titãs (2000). He first attracted serious critical attention with his performance as the Jewish neo-Nazi in the controversial film O Crente (2001), which won the Grand Jury Prize at the 2001 Sundance Film Festival. He was cast in the part by writer-director Henry Bean, who believed that Gosling's strict upbringing gave him the insight to understand the character Danny, whose obsessiveness with the Judaism he was born into turns to hatred. He was nominated for an Independent Spirit Award as Best Male Lead in 2002 for the role and won the Golden Aries award from the Russian Guild of Film Critics.
After appearing in the sleeper O Diário da Nossa Paixão (2004) in 2004, Gosling won the dubious honor of being named one of the 50 Hottest Bachelors by People Magazine. More significantly, he was named the Male Star of Tomorrow at the 2004 Show West convention of movie exhibitors.
Gosling reached a summit of his profession with his performance in Half Nelson - Encurralados (2006), which garnered him an Academy Award nomination as Best Actor. In a short time, he has established himself as one of the finest actors of his generation. Throughout the subsequent decade, he has become all three of an internet fixation, a box office star, and a critical darling, having headlined Blue Valentine - Só Tu e Eu (2010), Amor, Estúpido e Louco (2011), Drive - Risco Duplo (2011), Nos Idos de Março (2011), Como Um Trovão (2012), Bons Rapazes (2016), and La La Land: Melodia de Amor (2016). In 2017, he starred in the long-awaited science fiction sequel Blade Runner 2049 (2017), with Harrison Ford.
Ryan has two children with his partner, actress Eva Mendes.
In the role of actor
Devoradores de Estrelas (18/03/2026)
Um tempo atrás, comecei a trabalhar em um livro que se passa no ano 1. Dinheiro é um fator crucial da história e, como um nerd querendo fazer um trabalho acurado, me afundei em pesquisas monetárias da época de Cristo. Daí pra frente foi uma espiral de pesquisas, que gerou tabelas de Excel convertendo valores, convertendo diferentes tipos de moedas do império romano, e considerando 2000 anos de inflação. Isso para um projeto que nem foi pra frente (ainda). Dito isso, o trabalho que Andy Weir faz em seus livros é não menos que genial. …no Sistema Solar The Martian, que chegou ao Brasil como Perdido em Marte, foi meu primeiro contato com o autor. Eu o conheci através de uma tirinha do XKCD, que mencionava o livro como sendo “aquela cena de Apollo 13, onde os gênios da NASA precisam fazer uma peça quadrada encaixar em uma abertura redonda usando só as ferramentas que os astronautas têm disponíveis em uma nave espacial, mas estendida para um livro inteiro“. Não fale mais nada, já me vendeu o livro. E The Martian é realmente um BAITA livro. Com um aprofundamento científico invejável, o livro não acha atalhos lógicos. Tudo que é feito é cuidadosamente explicado, seja como é feita a comunicação entre Terra e Marte — incluindo os longos intervalos necessários para uma mensagem ir de um lado para o outro, onde acompanhamos com tensão o personagem principal sem saber se seu plano deu certo. É uma delícia ler tudo sabendo que esse tempo de comunicação, a trajetória das naves, a forma como o protagonista resolve problemas, tudo tem um forte embasamento científico. Eu não consigo imaginar a quantidade de conta e o tamanho das planilhas de Excel que Andy Weir têm em casa para responder a todas essas perguntas no livro. O astronauta de The Martian precisa de coisas básicas, como produzir oxigênio e comida, e tudo passa por um rigor científico incalculável. Meses depois do lançamento do filme, descobriu-se que o solo de Marte tem perclorato, que é tóxico; portanto seria impossível comer as batatas que o astronauta planta em solo marciano. Mas não tinha como Andy Weir saber disso no momento que estava escrevendo um livro. Perdido em Marte é ficção científica, com um foco bem grande na parte do científica. …e em outras galáxias Já o livro Project Hail Mary, que chegou ao Brasil com o excelente título “Devoradores de Estrelas”, é ficção científica com um foco bem grande na parte do ficção. O que não quer dizer que a ciência foi deixada de lado, muito pelo contrário. Mas é que toda a base do livro vêm da descoberta de vida fora da Terra. Uma forma de vida que não se sabe de onde surgiu, mas que ameaça a vida de nossa principal estrela, o Sol. O livro se baseia no que aconteceria se a comunidade científica descobrisse algo assim, e precisasse se unir para salvar a vida em nosso planeta da eventual extinção causada por uma diminuição da atividade solar. Todo o cenário apocalíptico soa crível. Todas as soluções de curto prazo parecem fazer sentido. E toda a “nova ciência” criada para o livro têm uma lógica quase incontestável. Sim, porque Andy Weir não brinca em serviço: quando ele cria uma nova forma de geração de energia, ele também explica cientificamente como ela funciona, e detalha matematicamente quantas miligramas de combustível são necessárias para gerar uma determinada quantidade de energia. Se ele cita outros planetas e corpos celestes, ele inclui a composição química deles. Se há vida em outros lugares, a vida por ali faz sentido de acordo com a gravidade e atmosfera do planeta. O livro não pára: há uma nova língua musical, novos materiais químicos (baseados na tabela periódica que a gente já conhece, porque ninguém tá aqui pra palhaçada), e toda uma matemática de base 6 que eu fiquei com muita vontade de pegar papel, caneta, e calcular por conta própria porque eu sou nerd assim mesmo. Tudo isso faz de Project Hail Mary uma leitura obrigatória para todo nerd fissurado em espaço (ou não). Além de ser um livro onde a parte da ficção é linda e bem estruturada. …até nos cinemas Tem o filme, verdade. A Sony não nos convidou para a cabine de imprensa, então não tem crítica. Vai você assistir por conta própria. E depois compra uma camiseta temática lá na lojinha que tem uma coleção legal. Pelo livro, eu recomendo.
Fall Guy (08/05/2024)
Não faz muito tempo que eu me tornei um grande fã do diretor David Leitch. Na verdade, foi só com “Trem Bala” que eu comecei a reparar no nome do rapaz por trás das câmeras, mesmo que eu seja um entusiasmado fã de Atomic Blonde e um admirador das cenas de ação de John Wick. Mas acredito que foi só em Bullet Train mesmo que Leitch abraçou um dos gêneros que eu mais gosto a ação de comédia. Ao contrário da comédia de ação, onde as piadas são o foco e cenas de ação acontecem entre uma gag e outra, a ação de comédia é 100% focada na ação, e a forma como ela se desenrola que é a piada. Não é uma porradaria interrompida por piadocas marotas, como os filmes recentes do Homem Aranha fazem de forma brilhante; mas sim é uma porradaria cômica. A forma como Trem Bala me pegou de calças curtas é culpa de uma certa ignorância sobre a carreira passada dele. Eu poderia ter juntado 1+1 e concluído que alguém que dirigiu “Fast and Furious: Hobbs & Shaw” e Deadpool com igual competência iria querer eventualmente juntar os dois gêneros no mesmo filme. E o diretor segue fazendo isso magistralmente, agora com “O Dublê”. E dessa vez, ele tem lugar de fala: o diretor já trabalhou como dublê e como stunt coordinator, uma espécie de coreógrafo de explosões. Então ele sabe o que tá fazendo: a ação é realmente extremamente bem feita e, mesmo nas seqüências mais malucas, nunca fica complicado entender o que está acontecendo na tela. Dada a temática do filme (uma história de amor boboquinha entre um dublê e uma diretora), ele também aproveita para entregar mais um mimo aos amantes do cinema que é aquele filme que se passa nos bastidores de um filme. É uma delícia ver a relação do dublê com atores, diretores, coordenadores de ação, produtores — e, é claro, faz o telespectador pensar se as relações tempestuosas não são uma coisa meio auto-biográfica, já que o diretor consta nos créditos de 82 filmes trabalhando como dublê. Se o trabalho do diretor não é o suficiente para animar qualquer fã de cinema, o casal principal chega mandando bem demais: Emily Blunt é tão foda e linda que eu nem sei se o John Krazinski merece ela (e tem pouca coisa que o John Krazinski não merece). Ryan Gosling volta a mostrar que tem um timing cômico excepcional. Ele entrega ação com a mesma energia que solta piadas (sejam elas visuais ou proferidas) e faz até o draminha tonto do personagem parecer verossímil. Além disso, Gosling, como já ficou previamente estabelecido, é gostoso pra caralho, a ponto de me fazer contestar e amaldiçoar minha própria heterossexualidade. Os atores secundários que orbitam ao redor do casal principal (quase obscurecidos pelo brilho de Blunt e Gosling) também têm seus momentos de destaque: Hannah Waddingham faz um sorriso falso lindíssimo e entrega seus bits cômicos com um timing perfeito. E eu sou fã do Aaron Taylor-Johnson desde Kick-Ass e sigo ansioso pra vê-lo nas telas como James Bond. E, além de tudo, continua sendo delicioso ver um filme original, sem precisar assistir oito outros longas e nem comparar com outro filme com a mesma história que teria sido feito na década de 90. É entrar no cinema, ficar duas horinhas, encher o cu de pipoca e dar o fora. Delicinha.