Penélope Cruz
☼ Born on28 janeiro 1974, in Alcobendas, Madrid, Spain
Biography: Known outside her native country as the "Spanish enchantress," Penélope Cruz Sánchez was born in Madrid to Eduardo Cruz, a retailer, and Encarna Sánchez, a hairdresser. As a toddler, she was already a compulsive performer, re-enacting TV commercials for her family's amusement, but she decided to focus her energies on dance. After studying classical ballet for nine years at Spain's National Conservatory, she continued her training under a series of prominent dancers. At 15, however, she heeded her true calling when she bested more than 300 other girls at a talent agency audition. The resulting contract landed her several roles in Spanish TV shows and music videos, which in turn paved the way for a career on the big screen. Cruz made her movie debut in El laberinto griego (1992) (The Greek  (see all) Labyrinth), then appeared briefly in the Timothy Dalton thriller Framed (1992). Her third film was the Oscar-winning Belle Epoque - A Bela Época (1992), in which she played one of four sisters vying for the love of a handsome army deserter. The film also garnered several Goyas, the Spanish equivalent of the Academy Awards. Her resume continued to grow by three or four films each year, and soon Cruz was a leading lady of Spanish cinema. Em Carne Viva (1997) (Live Flesh) offered her the chance to work with renowned Spanish director Pedro Almodóvar (who would later be her ticket to international fame), and the same year she was the lead actress in the thriller/drama/mystery/sci-fi film De Olhos Abertos (1997), a huge hit in Spain that earned eight Goyas (though none for Cruz). Her luck finally changed in 1998, when the movie-industry comedy La niña de tus ojos (1998) won her a Best Actress Goya. Cruz made a few more forays into English-language film, but her first big international hit was Almodóvar's Tudo Sobre a Minha Mãe (1999), in which she played an unchaste but well-meaning nun. As the film was showered with awards and accolades, Cruz suddenly found herself in demand on both sides of the Atlantic. Her next big project was Mulher por Cima (2000), an American comedy about a chef with bewitching culinary skills and a severe case of motion sickness. While in the US, she also signed up to star opposite Johnny Depp in the drug-trafficking drama Profissão de Risco (2001) and opposite Matt Damon in Billy Bob Thornton's Espírito Selvagem (2000). Cruz says she's wary of being typecast as a beautiful young damsel, but it's hard to imagine disguising her wide-eyed charms and generous nature. Fortunately, with Cameron Crowe's Vanilla Sky (2001) (a remake of De Olhos Abertos (1997)) and a John Madden collaboration looming in her future, Damsel Penelope isn't likely to disappear just yet.


In the role of actor

O Convite (29/06/2026)

Quando o logo da Annapurna filmes apareceu logo antes do filme “O Convite” (The Invite, tradução sem frescuras), eu estranhei. Annapurna não é aquela empresa de games? É ela mesma. A responsável pelo clássico Outer Wilds. Bom, já começaram bem. Eu sabia de antemão que eles eram bons em contar histórias. No final, a Annapurna filmes é também uma excelente contadora de histórias nas telonas, eu só não lembrava. O catálogo deles tem uma porção de pérolas cinematográficas subestimadas. Por falar em contadora de histórias, uma das pessoas que assina o roteiro é Rashida Jones, a filha do Quincy Jones, também conhecida por seus papéis em The Office, Parks and Recreations, e atrizes que o autor da crítica tem um crush. E o roteiro é sim um dos pontos fortes do filme. Afiado, cômico, direto, é um primor de escrita. Em 5 minutos de filme já dá para entender a dinâmica inteira dos personagens sem diálogos expositivos. Particularmente, adoro bottle stories — essas histórias que se passam em apenas um cenário, com um número reduzido de personagens, como as contadas na excelente série inglesa Inside No 9. São quatro personagens apenas, todos brilhantemente interpretados por Seth Rogen, Olivia Wilde, Edward Norton, e Penelope Cruz. As atuações são dignas dos nomes, e nenhum personagem destoa. Na verdade, as atuações são tão boas que acabaram prejudicando minha visão sobre a direção da também atriz Olivia Wilde. Enquanto ela mostrou um péssimo resultado com Don’t worry, darling, e um ótimo trabalho com Booksmart, neste filme eu não achei a direção melhor do que mediana. Há um inteligente uso de espelhos, mas há closes fechados demais na fuça dos personagens. Há quatro atores espetaculares, eu quero planos abertos para ver a reação deles às reações dos outros. Eu quero blockings mais inteligentes, e quero que o apartamento seja tratado como um personagem também (pois deveria ser). São detalhes que me incomodaram porque eu sou um baita chato do cacete, mas que não devem diminuir o apreço de ninguém pelo filme. Principalmente por conta das atuações e do excelente roteiro, que às vezes parece ter sido escrito por Luis Fernando Verissimo, e que tem toda uma pegada “eu e minha parceira gostamos muito da sua vibe“. O que, sendo a parceira a Penelope Cruz, não tem quem resista.

A Noiva! (05/03/2026)

Eu sou um grande fã de Jesse Buckley. Comentei com o Rodrigo Fernandes um tempo atrás que ela parece ter aquela cara de quem guarda um segredo que pode arruinar sua vida, que eu acho maravilhosa. A atriz fatalmente vai ganhar seu Oscar este ano por Hamnet. Merecidíssimo, inclusive. Seu novo trabalho é A Noiva!, uma releitura de Frankenstein dirigida por Maggie Gyllenhaal (a Rachel do Batman do Christopher Nolan, mas do segundo Batman, não do primeiro, já que a Katie Holmes saiu entre um filme e outro), que já tinha outros trabalhos como diretora, inclusive no ótimo The Lost Daughter. Uma baguncinha O resultado é uma bagunça. Infelizmente, não aquela baguncinha gostosa, que deixa a gente com um sorriso confuso. O filme abraça muita coisa: tem máfia, romance, detetives, bastidores de Hollywood, revoluções feministas, musicais (tem uma cena inteira de musical, simplesmente aleatória), pornochanchada, ação, road movie, tiroteio. É coisa demais, e nada levando para lugar nenhum. Nada é devidamente explorado. Até Mary Shelley (a escritora de Frankenstein) aparece em determinado momento. Aliás, neste filme, Frankenstein é o monstro, não o médico. É claro que uma leitura mais apropriada da obra nos permite ver que o médico é o monstro e tal, mas a criação não se chama Frankenstein na história original. O roteiro mete um grandiosíssimo foda-se para esse fato e coloca Christian Bale como Frank, um monstro renascido, fã de cinema (eu adoraria ver o perfil do Letterboxd deste Frankenstein). O cientista, por sua vez, é interpretado por uma mulher, em outro gigantesco foda-se para as entrelinhas da obra de Mary Shelley, da amargura de um homem por não ser capaz de criar vida. Péssimo timing Essas comparações são outro fator que atrapalha muito o desempenho do filme. Com seu lançamento tão próximo da obra-prima que foi o Frankenstein de Guillermo del Toro, as decisões erradas deste filme parecem mais erradas ainda. Não que Christian Bale esteja ruim, ou que seu monstro esteja mal-caracterizado, mas em comparação com o filme disponível na Netflix, tudo parece pior. Isso é uma pena. Ao tentar abraçar muita coisa, o filme se perde e não faz nada realmente muito bem. Ele até tenta criar uma fantasia de carnaval própria de Noiva, baseada em uma maquiagem na cara e um véu; mas faz isso estreando duas semanas depois do Carnaval. Péssimo timing de novo.