Paul Ben-Victor
☼ Born on24 janeiro 1965, in Brooklyn, New York City, New York, USA
Biography: Paul Ben-Victor is an internationally recognized actor whose dynamic career spans decades in film, television, and theater, earning him a reputation as one of the most respected performers in the industry. Best known for his portrayal of Greek mobster Spiros Vondas on the iconic HBO series The Wire, often hailed as one of the greatest TV shows of all time, has built a diverse body of work across a range of groundbreaking roles. Throughout his career, Paul has collaborated with legendary filmmakers such as Martin Scorsese, Tony Scott, Clint Eastwood, and Antoine Fuqua, cementing his place alongside cinema's most influential figures. Paul stars in the breakout Netflix comedy Nobody Wants This, with Kristen Bell and Adam Brody. Praised for its exceptional ensemble cast, the series has earned a 20  (see all) 24 Golden Globe nomination for Best Comedy Series. He is also set for a key recurring role opposite Kyle Chandler and Aaron Pierre in HBO's upcoming drama series Lanterns, based on the Green Lantern DC comic. Paul recurs in The Lincoln Lawyer, a Netflix #1 hit, and joins the highly anticipated drama Man on Fire, starring Yahya Abdul-Mateen II and Bobby Cannavale, based on the best-selling novels by A.J. Quinnell. Additionally, Paul reprises his fan-favorite role as Coach Thurman in Everybody Still Hates Chris on Comedy Central. On HBO Max, Paul can be seen in season three of Bookie with Sebastian Maniscalco. Paul's television work continues to impress with his portrayal of New Jersey mob boss Phil Russo in Power Book III: Raising Kanan, in the hit Starz series. He will also return as King Herod in the globally acclaimed The Chosen, slated for Spring 2025, and for Peacock NBC, where he has joined the cast of Bill Dubuque's M.I.A. playing Boris Federov, a Russian kingpin in the new Miami drama starring Cary Elwes.


In the role of actor

Rosario (29/08/2025)

Rosário, dirigido por Felipe Vargas e estrelado por Emeraude Toubia, é um filme que, à primeira vista, se apresenta como mais um exemplar do terror moderno nos moldes popularizados por James Wan em franquias como Invocação do Mal e Sobrenatural. O longa realmente abraça alguns desses elementos – a atmosfera carregada, os sustos cronometrados e a fotografia sombria, mas tenta se diferenciar ao inserir uma camada identitária que dialoga diretamente com a experiência latina. A protagonista Rosario é introduzida como uma mulher que renega suas origens, escondendo-se atrás de uma “máscara de mulher branca”. O figurino corporativo, o nome que evita pronunciar e o comportamento distante da cultura da própria família evidenciam uma personagem moldada para caber em um ideal americano. O elemento sobrenatural, entretanto, acaba funcionando como um catalisador para a sua reconciliação com o passado e com sua identidade latina. Nesse sentido, o terror aqui não é apenas sobre espíritos ou maldições, mas também sobre a dor de se negar a si mesmo. Apesar dessa premissa instigante, o filme tropeça em alguns pontos cruciais. O maior deles é a maneira incoerente como Rosario é escrita. Em diversos momentos, a personagem toma decisões que colocam sua vida em risco de forma tão gratuita que quebram a suspensão de descrença do espectador. A tentativa de construir uma figura destemida resulta em alguém que parece simplesmente irresponsável e imprudente. Isso enfraquece a conexão com o público e gera a sensação de que a trama só avança por escolhas artificiais do roteiro. Outro problema é a exigência excessiva de credulidade em relação ao espaço do apartamento. A narrativa sugere que uma senhora idosa teria transformado ambientes vastos em altares e locais de rituais, algo pouco convincente diante da realidade apresentada. Esse detalhe, somado à falta de clareza nas regras que regem a entidade e os rituais, cria uma série de furos que comprometem a consistência da história. Ainda assim, há méritos. A ambientação e a fotografia são bem competentes, criando o clima adequado de opressão e mistério. As atuações, embora não se destaquem a ponto de prêmios, cumprem bem o que os papéis pedem. Outro aspecto positivo está no modo como o filme lida com práticas religiosas latinas e de matrizes africanas. Apesar de inicialmente reproduzir estereótipos, Rosário consegue resignificar esses elementos ao longo da narrativa, transferindo a visão preconceituosa tanto para a protagonista (que tenta apagar suas raízes), quanto para o público. No fim, Rosário é um bom filme de terror, capaz de entreter e provocar reflexão, sobretudo por sua subtrama sobre identidade e ancestralidade. Porém, ao tentar se equilibrar entre a abordagem diferenciada das religiões fora do espectro cristão e a fórmula hollywoodiana já desgastada, o resultado acaba sendo um híbrido irregular: um terror genérico com temática latina, interessante em sua ideia, mas limitado em sua execução.