Michael Imperioli
☼ Born on26 janeiro 1966, in Mount Vernon, New York, USA
Biography: Imperioli was born Michael Imperioli in Mt. Vernon, New York on March 26, 1966. His film work began in the late 1980s. An early part that brought him recognition was in Martin Scorsese's Tudo Bons Rapazes (1990), as Spider, a local kid who works for the gangsters and has a run-in with a psychopathic mob soldier played by Joe Pesci. He worked throughout the 1990s in the New York independent film industry, especially as a regular in Spike Lee's movies, appearing in A Febre da Selva (1991), Malcolm X (1992), Passadores (1995), A Rapariga: Código 6 (1996) and Verão Escaldante (1999), generally playing working-class Italian-Americans from the "outer boroughs." While rooted in the New York movie scene, Imperioli also worked in Hollywood in the mid-'90s, in the formulaic movies Os Bad Boys (1995)  (see all) and O Último a Cair (1996). In 1999, Imperioli was cast in the HBO series Os Sopranos (1999) as Christopher Moltisanti, a mafia soldier in the Soprano crime organization whose family connections to street boss Tony Soprano move him up the ladder in the organization. Imperioli's multi-layered portrayal of such an unappealing character is a real highlight of the series and earned him an Emmy and a SAG award. Imperioli has long been active in the New York theater scene as well, having written, directed, produced or starred in numerous plays. He was a founder, along with Lili Taylor (his then-girlfriend and co-star in Santos da Casa (1993)) of the downtown theater company Machine Full. He has also written several episodes of "The Sopranos" and was a writer on Lee's "Summer of Sam," which he also executive-produced. Although most famous for his prominent part in "The Sopranos," Imperioli has worked on other television programs as well, including Lei & Ordem (1990), New York Undercover (1994) and A Balada de Nova Iorque (1993). He is married and has two children and one stepdaughter.


In the role of actor

Song Sung Blue: Um Sonho a Dois (19/01/2026)

Em certo momento, o grupo Los Hermanos ficou tão cansado de Anna Julia que parou de tocar em seus shows. É verdade que todo castigo é pouco para quem frequenta show do Los Hermanos, mas é muita descaração não gostar da própria música só porque ela ficou mais famosa do que as outras. Em uma situação semelhante, em um show da banda Pedra Letícia (daqueles ensaios abertos que eles faziam lá no Lanterna), eles tocaram seu grande hit Como que ocê pode abandonar eu? e, para demonstrar que não tinham a menor inveja do sucesso, tocaram-na de novo, dessa vez em ritmo de jazz. E depois de novo, em ritmo de samba. E ficaram tocando de novo e de novo, no repeat, por uma meia hora. Mike Lighting, o protagonista do romancezinho Song Sung Blue, também não gosta de cantar Sweet Caroline em seu Neil Diamond Experience, pelo mesmo motivo do Los Hermanos. Ele acha que Neil Diamond tem tanta música boa que é quase uma ofensa que todo mundo só queira ouvir seu maior sucesso. E a música não é nem dele, ele é só um intérprete, vê se pode? Meu inconformismo pode claramente ser justificado porque eu adoro Sweet Caroline. Ela tem aquela pegada de música de bêbado que é ideal para se cantar com um copo na mão, estendido acima da cabeça, balançando de um lado para o outro, entorpecido de cerveja e alegria. Não à toa, figura, ao lado de Angel do Robbie Williams, e Das Fliegereid, como as músicas que tocam em todos os shows, em todos os galpões da Oktoberfest. Impossível não amar. Isso não quer dizer que o Lighting, protagonista do Song Sung Blue (que no Brasil recebe o extremamente desnecessário subtítulo “Um sonho a dois“) seja um chato. Ele é meio cabeça dura, mas é um fofo, ainda mais caindo numa atuação excelente de Hugh Jackman. Kate Hudson faz seu par romântico, também mandando bem. E o filme é um romance-drama-musical, sendo que a parte musical do filme é completamente diegética. Nada contra, até prefiro. Song Sung Blue faz pelo Neil Diamond o que A Lista de Schindler fez pelo Oscar Schindler: eleva muito o cantor. No caminho, entrega um romance meloso. E toca Sweet Caroline sim! Chupa, Los Hermanos!

Oh, Canada (06/06/2025)

Certos diretores já tem uma base de fãs suficientemente consolidada para conseguir certos incentivos financeiros para a produção de suas obras. E, às vezes, não precisa nem ser um diretor extremamente famoso, como Spielberg, Christopher Nolan, ou Edgar Wright. Pode ser um diretor de filmes B, pequenas obras que dialogam entre si, como o recente vencedor do Oscar Sean Baker, ou Paul Schrader. Não que eu seja particularmente fã de Schrader. Para mim, seus filmes se baseiam unicamente em boas idéias, nem sempre bem executadas. Alzheimer épico Essa impressão se fortalece com Oh, Canada. O filme é um The Father, mas com uma história de vida completa. Quando um documentarista com demência está participando de um documentário como o alvo da obra, ele tenta contar a própria história. A idade avançada e um diagnóstico de uma doença fatal parecem confudir o protagonista. Memórias embaralhadas, cenas desordenadas, arcos que parecem se perder no meio do caminho. Tudo, porém, proposital. É como se estivéssemos acompanhando a doença vencendo a batalha na mente do protagonista, e aí que a associação com o filme The Father funciona. Infelizmente, Oh Canada não consegue ser tão poderoso. Talvez por ser uma obra mais ampla, que se espalha por uma vida inteira, cheia de personagens, contradições, e feitos contestáveis. Não que o filme seja ruim. Mas ele chega em uma hora que outras obras abordando o tema entregaram resultados muito melhores.

Kite Man: Hell Yeah (24/09/2024)

O mais marcante nos quadrinhos da DC talvez não seja os heróis inspiradores ou as histórias magníficas. Talvez a característica principal do estúdio seja possuir os vilões mais absurdos possíveis. Mesmo aqueles que já estamos acostumados, como o Pinguim, Hera-Venenosa ou a Mulher-Leopardo são de uma tosquice maravilhosa, até mesmo se comparado com o vilão mais mediano do Homem-Aranha. Mas não são nem de perto o mais maluco que a editora conseguiu chegar. Figuras maravilhosas como o Homem-Calendário, Fuinha, Homem-Condimento, Six-Pack, o homem tubarão Rei Manaue, o Apagador, Cara-de-Barro, o Mestre-Zodíaco, Homem-Zebra ou o icônico Polka-Dot-Man (vulgo Bolinha). O insano do James Gunn, fã do núcleo mais obscuro de heróis e vilões de quadrinhos, já pegou alguma dessas figuras para usar no Esquadrão Suicida, mas ainda é só a ponta do que dá para explorar dessa turma. A excelente série da HBO Max Harley Quinn, indo para uma quinta temporada confirmada, faz um ótimo uso dessas figuras. Em certa temporada, o próprio James Gunn vira um personagem e o Cara-de-Barro consegue um emprego como sua cadeira. Esse é só um pequeno exemplo de como a série não se leva a sério e nem joga idéia nenhuma fora. Então parece ousado elevar ainda mais a maluquice ao fazer um spin-off de Harley Quinn. Mas estamos aí, com uma excelente série focada no Homem Pipa. Quem é Homem Pipa? Sim, o Homem Pipa é um vilão de verdade (no sentido que ele é canônico, já apareceu nos gibis). Sua primeira aparição foi no Batman #133, de 1960. Depois disso foram só mais umas quatro ou cinco aparições até alguém perceber que um cara com uma pipa nas costas não é lá muito ameaçador, como o Batman vai perder disso? Na série, Homem Pipa e a namorada (a também vilã Golden Glider) compram um bar. E é isso, a gente acompanha os dois cuidando do bar. As grandes ameaças dos capítulos iniciais são a ausência de garçonetes, uma balada que o Lex Luthor abriu do outro lado da rua e a vigilância sanitária. É claro que não é só isso: o bar é frequentado pela nata dos vilões obscuros da DC e quem for fã de quadrinhos mesmo vai se deliciar com as referências. O Bane é o segurança. Conforme vai passando, a série abraça o absurdo e, no melhor estilo Harley Quinn, nenhuma idéia é desperdiçada: há até mesmo uma privada que volta a pessoa no tempo quando ela caga. Homem Pipa é engraçada do início ao fim, mas talvez não seja um humor para todo mundo. Ela tem pastelão, tem trocadilhos péssimos, referências a contos de fada, escatologia e piadas inteligentíssimas com o método Montessori de educação. Ela tem heróis obscuros demais para fazer parte de qualquer multiverso e até os eventos de Harley Quinn não devem ser afetados pelos acontecimentos da série. Mas puta que pariu, que série boa.