Luciana Paes
☼ Born on17 janeiro 1980, in São Paulo, São Paulo, Brazil
Biography:
Luciana Paes, graduated from the School of Dramatic Art (EAD/ECA/USP). In 2008, she started at Cia Hiato, a company she is part of to this day, with research work on performative narrativity and the ways of integrating body and voice on stage. Some of the company's works: "Cachorro Morto" (2008); "Escuro" (2010) for which she was nominated for the Shell Award, one of the main Brazilian theater awards in Brazil, in the Best Actress category; "Garden" (2011); "Ficção" (2012) production in which she was also nominated for Shell. All shows were directed by Leonardo Moreira.
She made her TV debut in the soap opera "Fina Estampa" (2011) directed by Wolf Maya, "Além do Horizonte" (2013) directed by Ricardo Waddington, "Espelho da Vida" (2018) directed by Pedro Vasconcelos and "The more life, the bet
(see all)
ter" ( 2021), with general direction by Pedro Brenelli and artistic direction by Allan Fiterman, his most recent soap opera, all produced and broadcast by TV Globo, the largest broadcaster in Brazil. Still, at Rede Globo, she participated in the "Complete Artist" on Domingão do Faustão, in 2013 and in the series "Vade Retro", directed by Mauro Mendonça Filho (2017).
In the series, Luciana Paes makes "Me Chama de Bruna" directed by Marcia Farias for Canal Fox + (2016), "Aí eu vi Vantagens" on Multishow (2015) and "Amigo de Aluguel" on Universal TV created by Dainara Toffoli and Josefina Trotta, "Family on vacation", first and second season (2019) for Multishow channel, "Eleita" (2022) general direction by Carolina Jabor and direction by Rodrigo Van Der Put for Prime video and "Notícias Populares" for Canal Brasil, and "Perdida" for Disney, both scheduled to premiere in 2023.
In cinema, she debuted in 2008 with the feature film "One for the Other" directed by Cecilia Engels, which won the Kinopheria Award in the category of Best Actress. The partnership with the director continued in the feature film "Apart Horta" in 2015. In 2010, she starred in the short film "A Mão que afaga" directed by Gabriela Almeida Amaral, receiving the Candango for Best Actress in Brasília in 2012.
Still, in cinema, she was part of the cast of the features "Symphony of the Necropolis" (2014), directed by Juliana Rojas; "Mãe só há Uma" (2016) directed by Anna Muylaert; "Malasartes" (2017) directed by Paulo Morelli; "Divorcio 190" (2017) directed by Pedro Amorim and "O Animal Cordial" (2017) where she is the protagonist of the film. In 2016, she received the Kikito Award for Best Actress for the feature film "Aquele Cinco Segundos", directed by Felipe Saleme, and "A Sombra do Pai", directed by Gabriela Amaral Almeida. Her last feature films were "Galeria Futuro" (2021) directed by Fernando Sanches and Afonso Poyart, "Deus Não Erra" with the general direction of filmmaker Afonso Poyart, "Uma Quase Duo" (2018) directed by Marcus Baldini.
In the role of actor
Cyclone (26/11/2025)
Uma das informações mais interessantes de Cyclone, filme de Flávia Castro, que chega aos cinemas no dia 27 de novembro, aparece nos créditos de encerramento do filme. É uma frase que obriga o espectador a reavaliar a história que viu até então. Antes desse detalhe, vamos para a sinopse. Cyclone narra a história de Daise, vivida por Luiza Mariani, que divide o seu tempo entre a dramaturgia e o trabalho em uma gráfica, na São Paulo do começo do século passado. E são muitos os desafios. Entre eles, conseguir que Heitor Gamba (Eduardo Moscovis) lhe dê crédito na peça em que escreveram juntos, uma adaptação de Bruzundanga, de Lima Barreto – até porque, esses créditos facilitariam muito a vida de Daise, ou Cyclone, como prefere ser chamada, na burocracia para entrar na França, e poder desfrutar da bolsa para estudar Teatro no país de Moliére. Em tempo: nessa época, a mulher só podia viajar para fora do país com a autorização do pai ou do marido. A relação com Heitor é complicada. Num primeiro momento, ele aceita a ideia de creditar Daise, mas tem um fator complicador aí: eles são amantes e a ideia de vê-la em outro país não agrada muito o dramaturgo. E o que está complicado, vai ficar bem pior durante a projeção. Apesar desse arco ter a sua relevância, é na relação da protagonista com as demais mulheres da história que é o grande pilar de sustentação da trama. Até porque, estamos falando de um filme escrito, produzido, dirigido e estrelado por mulheres. O enfoque é feminino e feminista em igual medida. Vemos tudo pelo ponto de vista de Daise. E então chegamos naquela informação final lá do primeiro parágrafo desse texto. O filme é livremente inspirado na vida de uma personagem real: Maria de Lourdes Castro Pontes. Quem? Pois é, só conheci ela pesquisando para essa resenha e o que descobri mudou o meu olhar sobre o filme. Maria de Lourdes, cujo pseudônimo era Miss Cyclone ou Daise, foi uma das personagens mais importantes, e desconhecidas, do modernismo Brasileiro. Esteve próxima de um dos grandes baluartes desse movimento, Oswald de Andrade. Daise morreu muito jovem, com apenas 19 anos, depois de um aborto mal sucedido. Provavelmente, de um filho de Oswald. Sua morte prematura fez com que sua contribuição para o modernismo não tivesse o devido crédito. E, segundo Lira Neto, biógrafo de Oswald de Andrade, ela teve um papel central na construção do estilo do autor de O rei da vela. Cyclone, portanto, busca através de uma história fictícia, jogar luzes em uma história real, que ficou escondida nas brumas do tempo.