Ken Leung
☼ Born on21 janeiro (year unknown), in New York City, New York, USA
Biography: Ken Leung was raised in the Two Bridges section of the Lower East Side in New York City. His family moved to Midwood, Brooklyn where he grew up before finishing high school in Old Bridge, New Jersey. He attended NYU and studied acting with Catherine Russell and Nan Smithner, then briefly with Anne Jackson at HB Studio. He emerged from Manhattan's downtown theater community in the 1990s and flourished in non-traditional productions that included Jeff Weiss' Hot Keys; Terrence McNally's passion play Corpus Christi; and as Buckingham opposite Austin Pendleton's Richard III. His early career is defined by the relationships he established with theater groups like Ma-Yi, New Perspectives, and STAR, a traveling troupe of actors-educators based in Mount Sinai Hospital. In 2002, he made his Broadwa  (see all) y debut in the Tony Award-winning musical, Thoroughly Modern Millie. Leung has gone on to establish himself in mainstream features including two films with Spike Lee.


In the role of actor

Devoradores de Estrelas (18/03/2026)

Um tempo atrás, comecei a trabalhar em um livro que se passa no ano 1. Dinheiro é um fator crucial da história e, como um nerd querendo fazer um trabalho acurado, me afundei em pesquisas monetárias da época de Cristo. Daí pra frente foi uma espiral de pesquisas, que gerou tabelas de Excel convertendo valores, convertendo diferentes tipos de moedas do império romano, e considerando 2000 anos de inflação. Isso para um projeto que nem foi pra frente (ainda). Dito isso, o trabalho que Andy Weir faz em seus livros é não menos que genial. …no Sistema Solar The Martian, que chegou ao Brasil como Perdido em Marte, foi meu primeiro contato com o autor. Eu o conheci através de uma tirinha do XKCD, que mencionava o livro como sendo “aquela cena de Apollo 13, onde os gênios da NASA precisam fazer uma peça quadrada encaixar em uma abertura redonda usando só as ferramentas que os astronautas têm disponíveis em uma nave espacial, mas estendida para um livro inteiro“. Não fale mais nada, já me vendeu o livro. E The Martian é realmente um BAITA livro. Com um aprofundamento científico invejável, o livro não acha atalhos lógicos. Tudo que é feito é cuidadosamente explicado, seja como é feita a comunicação entre Terra e Marte — incluindo os longos intervalos necessários para uma mensagem ir de um lado para o outro, onde acompanhamos com tensão o personagem principal sem saber se seu plano deu certo. É uma delícia ler tudo sabendo que esse tempo de comunicação, a trajetória das naves, a forma como o protagonista resolve problemas, tudo tem um forte embasamento científico. Eu não consigo imaginar a quantidade de conta e o tamanho das planilhas de Excel que Andy Weir têm em casa para responder a todas essas perguntas no livro. O astronauta de The Martian precisa de coisas básicas, como produzir oxigênio e comida, e tudo passa por um rigor científico incalculável. Meses depois do lançamento do filme, descobriu-se que o solo de Marte tem perclorato, que é tóxico; portanto seria impossível comer as batatas que o astronauta planta em solo marciano. Mas não tinha como Andy Weir saber disso no momento que estava escrevendo um livro. Perdido em Marte é ficção científica, com um foco bem grande na parte do científica. …e em outras galáxias Já o livro Project Hail Mary, que chegou ao Brasil com o excelente título “Devoradores de Estrelas”, é ficção científica com um foco bem grande na parte do ficção. O que não quer dizer que a ciência foi deixada de lado, muito pelo contrário. Mas é que toda a base do livro vêm da descoberta de vida fora da Terra. Uma forma de vida que não se sabe de onde surgiu, mas que ameaça a vida de nossa principal estrela, o Sol. O livro se baseia no que aconteceria se a comunidade científica descobrisse algo assim, e precisasse se unir para salvar a vida em nosso planeta da eventual extinção causada por uma diminuição da atividade solar. Todo o cenário apocalíptico soa crível. Todas as soluções de curto prazo parecem fazer sentido. E toda a “nova ciência” criada para o livro têm uma lógica quase incontestável. Sim, porque Andy Weir não brinca em serviço: quando ele cria uma nova forma de geração de energia, ele também explica cientificamente como ela funciona, e detalha matematicamente quantas miligramas de combustível são necessárias para gerar uma determinada quantidade de energia. Se ele cita outros planetas e corpos celestes, ele inclui a composição química deles. Se há vida em outros lugares, a vida por ali faz sentido de acordo com a gravidade e atmosfera do planeta. O livro não pára: há uma nova língua musical, novos materiais químicos (baseados na tabela periódica que a gente já conhece, porque ninguém tá aqui pra palhaçada), e toda uma matemática de base 6 que eu fiquei com muita vontade de pegar papel, caneta, e calcular por conta própria porque eu sou nerd assim mesmo. Tudo isso faz de Project Hail Mary uma leitura obrigatória para todo nerd fissurado em espaço (ou não). Além de ser um livro onde a parte da ficção é linda e bem estruturada. …até nos cinemas Tem o filme, verdade. A Sony não nos convidou para a cabine de imprensa, então não tem crítica. Vai você assistir por conta própria. E depois compra uma camiseta temática lá na lojinha que tem uma coleção legal. Pelo livro, eu recomendo.

Coringa: Delírio a dois (03/10/2024)

Delírio a dois, sofrimento a três Vamos começar do final: é ruim. Pronto, tiramos o elefante da sala. Ufa! Que alívio! Mas é por essa incrível e aprofundada análise que você deveria deixar de ver o filme do roteirista e diretor Todd Phillips? Claro que não! Acho que o ideal é você ir assistir ao filme e tirar suas próprias conclusões. Ó eu aqui fazendo o mesmo. Agora vamos do início e sem grandes spoillers. Coringa – Delírio A Dois é um filme covarde (se segura!) pois acompanha um Arthur Fleck xoxo, capengo, manco, anêmico, fraco e inconsistente nos dias do seu julgamento pela morte do apresentador Murray Franklin (Robert DeNiro) e outras 4 pessoas – ou 5, mas que só o próprio Arthur sabe quem – levando o espectador por duas hora de um grandessíssimo NADA. É covarde por não seguir pelo caminho que o primeiro filme construiu: e se a gente transformasse o vilão em herói? Mas e as músicas? E a Lady Gaga? E os trailers? Pois então, várias imagens dos trailers não estão no filme. A gaga beijando a mulher na escadaria do tribunal? Não está. O casal dançando na mesma escadaria? Tão pouco. O que será que essas cenas contavam e que não entraram na edição final!? FOCO! VAMOS TER FOCO!? Diferente do roteiro do filme, vamos. Sabe como o Coringa encontra a Harley Quinn? Por acaso. Como a gente descobre sobre o passado dela? Por acaso. Como começam os musicais? Por acaso. Como os dois ficam juntos? Por acaso. Tudo é preguiçoso no roteiro e a história segue do início ao fim como um copo de café frio requentado por 2 minutos no microondas: no começo parece uma boa ideia, mas o sabor é horrível. O musical nem é um problema. As músicas são boas, Lady Gaga e Joaquim Phoenix arrasam, os cenários e a filmagem são tudo em alto nível, mas a principal pergunta continua sem resposta: pra quê tudo isso? Se no primeiro filme seguimos a loucura de um palhaço fracassado virando um mártir incel do mal, neste o delírio é maior que a própria lógica ou arte. Claro que, sendo tudo um delírio entre o casal, nada precisaria se ancorar na realidade, mas nem realidade, nem delírio acontecem. Confuso? Pois é. A história tem a pretensão em ter tanta camada que nenhuma se resolve ou envolve o espectador. Minha conclusão pela ruindade do filme (em todos os sentidos) é que Todd Phillips ficou com medo decontinuar venerando um ótimo vilão, que Lady Gaga fez o que pôde – e fez muito! – com o papel que lhederam e que o Coringa só é bom mesmo contra um herói, não contra outro vilão. Neste delírio coletivo,sofremos todos.