Joseph Quinn
☼ Born on26 janeiro 1994, in Clapham, London, England, UK
Biography: Joseph Quinn was born on January 26, 1994 in Clapham, London, England, UK. He is an actor, known for Um Lugar Silencioso: Dia Um (2024), O Quarteto Fantástico: Primeiros Passos (2025) and Warfare (2025).


In the role of actor

Quarteto Fantástico – Primeiros Passos (23/07/2025)

Essa é a quinta adaptação cinematográfica do Quarteto Fantástico, e sua trajetória até aqui tem sido, no mínimo, turbulenta. A versão de 1994 foi tão mal conduzida que nunca sequer chegou a ser lançada oficialmente. Já o reboot de 2015, que se inspirava livremente na versão Ultimate dos quadrinhos, fracassava tanto como adaptação quanto como obra de ficção científica, entregando um filme sombrio, desconectado e sem alma. Os dois filmes dirigidos por Tim Story nos anos 2000 tinham seus problemas de tom e narrativa, mas acertavam no essencial: o elenco funcionava como uma família, algo que está no cerne desses personagens. Agora, em Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, sob a tutela da Marvel Studios e com direção de Matt Shakman, o grupo finalmente encontra sua identidade no cinema. O longa consegue o difícil equilíbrio entre ser uma ficção científica repleta de conceitos cósmicos e tecnológicos de retrofuturismo, e ao mesmo tempo um drama profundamente centrado nas relações familiares que definem o Quarteto. Na trama, acompanhamos um grupo de astronautas em missão experimental no espaço. Durante a viagem, eles são atingidos por uma tempestade de raios cósmicos que altera sua estrutura física. De volta à Terra, descobrem que adquiriram habilidades únicas — e bizarra para os padrões humanos. Reed Richards pode esticar seu corpo a níveis absurdos; Sue Storm, sua noiva, pode se tornar invisível e gerar campos de força; seu irmão Johnny é agora uma tocha humana, capaz de voar e manipular o fogo; já o piloto Ben Grimm se transforma em uma criatura rochosa de força colossal. Ao mesmo tempo em que tentam entender e controlar seus poderes, eles se deparam com uma ameaça cósmica que coloca em xeque a existência da Terra: Galactus. O maior trunfo do filme está no elenco, e em como cada integrante do Quarteto é tratado com cuidado e profundidade.Pedro Pascal entrega um Reed Richards mais caloroso e humano que os anteriores, mas ainda obcecado pela ciência, especialmente diante da urgência e das implicações cósmicas do roteiro.Ebon Moss-Bachrach, como o Coisa, é o elo emocional com o público. Suas interações com a famosa Rua Yancy, direto das páginas dos quadrinhos, são tocantes e ajudam a humanizar o personagem além de sua aparência monstruosa que contrasta com seu ar melancólico.Joseph Quinn, como Johnny Storm, surpreende. Ele mantém a arrogância e o carisma típicos do Tocha Humana, mas aqui com camadas emocionais inéditas, assumindo o protagonismo de forma orgânica em alguns momentos sem destoar do grupo.Mas quem realmente conduz a trama é Vanessa Kirby como Sue Storm. Pela primeira vez no cinema, a Mulher Invisível é retratada como a figura diplomática e emocionalmente estável do grupo, forte, sensível e a mais poderosa do Quarteto quando sua família é ameaçada. Kirby domina a tela em cada aparição, tornando Sue o coração do filme. Os efeitos especiais, ponto de crítica em diversas produções recentes da Marvel, estão excelentes aqui. O visual do Coisa é incrivelmente convincente, transmitindo peso, textura e emoção com naturalidade. A Surfista Prateada, que também dá as caras no filme, está deslumbrante, quase etérea. E Galactus, o tão aguardado vilão, surge com uma estética fiel às HQs, mas reinterpretada de forma a funcionar em um universo cinematográfico mais realista. Ele é imenso, ameaçador e sua simples presença causa desconforto, como deveria. Diferente de outros vilões recentes do MCU, Galactus representa uma ameaça genuína. Sua iminente chegada afeta não só o planeta, mas abala o Quarteto em seus pilares pessoais e morais. Há tensão real, e o roteiro não apela para soluções mágicas ou reviravoltas fáceis: as decisões tomadas pelos personagens fazem sentido, e a conclusão, embora épica, é coerente e emocionalmente satisfatória. Embora faça parte do MCU, Quarteto Fantástico: Primeiros Passos funciona de forma completamente isolada. Poderia muito bem servir como reinício para todo o universo Marvel, caso fosse essa a intenção. É um filme visual e emocionalmente poderoso, com homenagens visíveis à obra de Jack Kirby, que inspirou toda essa mitologia. Quarteto Fantástico: Primeiros Passos é o melhor filme da Marvel em anos. Inteligente, emocional, visualmente impactante e, acima de tudo, fiel ao espírito dos personagens. Um épico de ficção científica com alma de drama familiar. Finalmente, a Primeira Família da Marvel recebeu o tratamento que merece.

Tempos de Guerra (15/04/2025)

PTSD não é o nome de um partido político contestável no Brasil. É um transtorno sério e que já foi abordado diversas ocasiões na cultura pop, como na devastadora e divertida série que ninguém viu “You are the worst”. A24 é a distribuidora queridinha do cinema atualmente. Tão queridinha que até o trailer do Thunderbolts mostra que a Marvel também quer ser a A24. Tempos de Guerra é um filme da A24 sobre PTSD. Sobre o quê? Não, o filme não é exatamente sobre PTSD (Post-Traumatic Stress Disorder, ou, em português, TEPT: Transtorno de Estresse Pós-Traumático). Mas é um filme que mostra a guerra em estado tão puro, tão violento, e tão real, que causa PTSD em quem o assiste. A realidade da guerra bate forte em cada cena de Tempos de Guerra. Seja na convivência dos soldados buscando qualquer migalha de entretenimento, passando pelo tédio da espera de um conflito, até, finalmente, a aterrorizante realidade de uma batalha, com suas baixas e dores. É tudo tão real, tão visceral, que é desconfortável. Propositalmente. Guerra pra todo lado Curiosamente, é o segundo filme de guerra seguido do diretor Alex Garland. Depois de entregar o ótimo Guerra Civil ano passado (também pela A24), ele mantém o gênero, mas entrega uma obra muito diferente. Guerra Civil era uma ficção, com desenvolvimento óbvio de personagens, com muita coisa acontecendo… Não à toa, Tempos de Guerra tem a parceria de Ray Mendoza no roteiro, um soldado de verdade, veterano da guerra do Iraque, que claramente coloca muito de sua experiência no roteiro e na produção do filme. Com um ótimo elenco, com nomes como Will Pouter e o novo queridinho Joseph Quinn, é um filme forte, pesado, extremamente bem feito e curto. Eu vou sempre dar notas mais altas para filmes de uma hora e meia.

Gladiador II (13/11/2024)

Mais uma continuação que ninguém pediu chegando com um retumbante estrondo nos cinemas. Dessa vez a obra revisitada é o já clássico dos anos 2000 (caraca, 24 anos atrás) Gladiador, vencedor de 5 Oscars, incluindo melhor filme. É Gladiador II, que perdeu muito a oportunidade de fugir do título cacofônico e se chamar “Gladiadois” (do original, “Gladiatwo“). Ridley Scott, que ganhou o Oscar de melhor diretor na época, volta à direção, o que não quer dizer muita coisa, dada a inconsistência da qualidade de seu trabalho. A boa notícia, sempre, é a possibilidade de rever a Roma Antiga nas telonas, principalmente depois que toda mulher descobriu que o cérebro masculino está com uma certa freqüência pensando no assunto. As batalhas no coliseu cresceram em escopo. Era uma delícia ver Maximus Decimus Meridius (também é uma delícia falar esse nome em voz alta) lutando com gigantes, escapando das garras de tigres e capotando veículos em corrida de bigas, mas depois que Britney Spears, Beyoncé, e Pinky fizeram seu show musical na arena naquele comercial da Pepsi, o diretor percebeu que ia precisar de um evento um pouco mais magnânimo para poder competir. O novo protagonista Hanno luta contra rinocerontes e até vira o capitão de barcos em uma sangrenta batalha naval que incluí tubarões. O visual é legal e tem sua dose de acurácia: é uma trívia conhecida aos turistas que visitaram o monumento romano que a arena tinha uma estrutura preparada para ser alagada, de forma que tais batalhas realmente ocorriam. Acerto histórico colaborando com o filme. Só a parte de meter tubarões que não convence muita gente. São TUBARÕES em Roma. Na atuação, Paul Mescal, grande estrela do cinema de nicho por conta do fofo Normal People e do estraçalhante Aftersun, abraça a responsabilidade de ser o grande gladiador da vez, no seu papel de maior importância até agora, visto que Russel Crowe ganhou o Oscar pelo protagonista do primeiro. Paul Mescal, atlético e forte, traz uma proximidade, seja pela sua cara de galã feio, seja por seus músculos serem protuberantes, mas com muito menos anabolizante do que um herói da Marvel. Provavelmente grande parte de sua desenvoltura atlética venha da corrida, uma vez que o ator é famoso por conquistar garotas na noite, dormir com elas e, no dia seguinte, convidá-las para um jogging e sai correndo delas. (inclusive olha essa estampa) Vale a pena? A internet vai odiar e amar o filme. O que é compreensível, nem só porque há argumentos dos dois lados, mas porque é isso que a internet faz. Do meu lado, depois de muito ponderar sobre o assunto, eu concluo que Gladiadois é muito legal. Não necessariamente sendo um filme bom, mas se Maximus Decimus abrisse os braços em qualquer momento do filme me perguntando “Are you not entertained?“, eu teria que dar o braço a torcer (ou a ser cortado com uma espada) e admitir que eu estive sim, entretido à beça durante todo o filme. O roteiro faz o mínimo, jogando alguns fatos históricos; e talvez você (assim como eu), vai querer ir atrás da história de Geta e Carcalla – tem neste link aqui, mas é um spoiler do filme e, mesmo se você assistiu, dá pra ficar meio decepcionado porque a versão apresentada parece ser muito menos impactante do que a vida real. Mas dane-se a acurácia histórica. Eu quero é ver cabeças decepadas, gladiadores montados em rinocerontes e tubarões devorando romanos no meio de Roma. Are you not entertained?

Um Lugar Silencioso: Dia Um (27/06/2024)

É uma sacanagem meter bichinho em filme de terror. Não tem jeito mais fácil de deixar uma platéia tensa do que ameaçar a vida de um gato. O novo filme da franquia “Um Lugar Silencioso” joga baixo nisso daí e eu poucas vezes fiquei tão temeroso por um personagem quanto pelo gato Frodo. O novo filme muda também o cenário da aventura, do campo à cidade: New York, com seu barulho constante e mar de gente é um paraíso para monstros atraídos por sons e parece que os roteiristas conseguiram jogar aqui um monte de idéia que não dava para meter no ambiente bucólico dos outros filmes. Em meio das dificuldades de buscar silêncio numa metrópole chega a ser surpreendente que nenhum dos personagens tenha pensado em ir numa biblioteca. Em algumas situações, o filme até me lembrou daquele reality show japonês onde eles metem um pessoal numa biblioteca e eles têm que manter um completo silêncio enquanto tomam choques, tapas, ou um velhinho morde uma orelha com excessiva ternura. O que não quer dizer que o filme seja tão engraçado quanto a televisão nipônica, muito pelo contrário: o filme abraça o drama com a mesma força que abraça o terror, mas com um resultado muito mais poderoso na história. As interações dos personagens quando não estão cercados de monstros ou tentando fugir acabam sendo a melhor parte do filme, que consegue ser surpreendetemente cativante. Isso e o gato. Já estou torcendo para o gato no Oscar.