Irene Ravache
☼ Born on6 janeiro 1944, in Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
Biography:
Irene Ravache was born on August 6, 1944 in Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil. She is an actress, known for Amores Possíveis (2001), Éramos Seis (1994) and Passione (2010). She has been married to Edson Paes Melo Filho since 1971. They have one child.
In the role of actor
Os Enforcados (11/08/2025)
Um dos muitos méritos do filme Os enforcados, que estreia dia 14 de agosto, é que ele não enrola. É direto e reto. Então, essa resenha vai tentar fazer jus a essa virtude. Na trama, acompanhamos o casal Regina (Leandra Leal) e Valério (Irandhir Santos), que vivem uma vida aparentemente feliz, mas que começa a desandar com a morte suspeita do pai de Valério, um poderoso banqueiro do Bicho. Os problemas começam e não terminam até o fim da projeção. Primeiro, Valério se descobre com uma dívida enorme para quitar; seu tio, Linduarte (Stepan Nercessian) insiste que ele assuma os negócios problemáticos da família. Tudo isso, enquanto a casa dos protagonistas segue em uma reforma interminável. E é tudo o que vou contar da sinopse. Vai por mim: quanto menos você souber antes de assistir ao filme, melhor. Já até contei muito no parágrafo anterior. Evite até mesmo o trailer. E depois volte aqui para me agradecer. E você terá muitos motivos para isso. Apesar da temática relativamente manjada, o jogo do bicho e a violência causada pela contravenção, o diretor Fernando Coimbra não exagera na estética da violência. Ela está sempre presente, mas em muitos momentos ela acontece longe dos olhos do espectador. Os diálogos são espertos e as atuações estão excelentes. Com grande destaque para a participação maravilhosa de Irene Ravache, como a mãe da protagonista, responsável pelas melhores tiradas da história. Os enforcados é uma experiência completa de entretenimento. Com ação, doses acertadas de humor, alguma tensão e uma vibe Tarantinesca que acompanha toda a projeção. Um grande acerto.
O Clube das Mulheres de Negócios (28/11/2024)
Há uma lenda em Hollywood (cai mais para uma meia-verdade), de que Spielberg, quando foi filmar Tubarão, odiou o robô que foi construído para aparecer nas telas como o monstro principal do filme. Sem tempo e nem dinheiro para construir algo melhor, a solução foi esconder o máximo possível o “protagonista”, criando um filme de tubarão no qual o tubarão mal aparece – e um filme cuja qualidade perdura até hoje. Faltou à Anna Muylaert, diretora de “O Clube das Mulheres de Negócios” essa astúcia para dar uma camuflada nas péssimas onças digitais que são peças importantes da história de seu novo filme – mas ainda não tão importantes quanto um tubarão em um filme chamado “Tubarão”. E esse não é nem o maior erro de sua nova obra. O filme, com uma premissa interessante e diferente, tinha tudo para ser no mínimo divertido, mas a completa insegurança da diretora, junto com o seu aterrorizante medo de que a audiência não sacasse a metáfora óbvia central, fez com que ela repetisse a solução diversas vezes no decorrer do filme, até a última cena. Nada é pior em um roteiro do que ele contar à audiência algo que ela já sabe. Deve ter sido esse medo de ser incompreendida e cancelada que fez Muylaert a cada cena bradar a plenos pulmões “Olha aqui, pessoal, isso é uma metáfora, vocês estão entendendo? Não é assim, eu tô só imaginando como seria se fosse“. Uma pena. Mas talvez não seja o primeiro filme que o medo do cancelamento de seus executores estrague. A lição que fica é: não tem problema nenhum fazer um roteiro burro, a não ser quando que você queira que ele se passe por uma obra inteligente. Quando isso acontece, a queda é grande.