Emilia Faucher
☼ Born on6 janeiro 2013, in Cambridge, Massachusetts, USA
Biography:
Emilia Marie Faucher has been acting and modeling since she was three years old. In 2019, she filmed her first two movies: A Ring for Christmas and the multiple-award-winning feature film CODA. Shortly after, she landed her biggest role to date, starring as Young Snow White in Disney's Snow White, a live-action reimagining of the classic film. She also has upcoming roles in the horror film Rosario and the Netflix series The Boroughs.
When she isn't acting, Emilia loves drawing, anime, and music. She actively sings and plays the piano. She is also a K-pop aficionado.
In the role of actor
Rosario (29/08/2025)
Rosário, dirigido por Felipe Vargas e estrelado por Emeraude Toubia, é um filme que, à primeira vista, se apresenta como mais um exemplar do terror moderno nos moldes popularizados por James Wan em franquias como Invocação do Mal e Sobrenatural. O longa realmente abraça alguns desses elementos – a atmosfera carregada, os sustos cronometrados e a fotografia sombria, mas tenta se diferenciar ao inserir uma camada identitária que dialoga diretamente com a experiência latina. A protagonista Rosario é introduzida como uma mulher que renega suas origens, escondendo-se atrás de uma “máscara de mulher branca”. O figurino corporativo, o nome que evita pronunciar e o comportamento distante da cultura da própria família evidenciam uma personagem moldada para caber em um ideal americano. O elemento sobrenatural, entretanto, acaba funcionando como um catalisador para a sua reconciliação com o passado e com sua identidade latina. Nesse sentido, o terror aqui não é apenas sobre espíritos ou maldições, mas também sobre a dor de se negar a si mesmo. Apesar dessa premissa instigante, o filme tropeça em alguns pontos cruciais. O maior deles é a maneira incoerente como Rosario é escrita. Em diversos momentos, a personagem toma decisões que colocam sua vida em risco de forma tão gratuita que quebram a suspensão de descrença do espectador. A tentativa de construir uma figura destemida resulta em alguém que parece simplesmente irresponsável e imprudente. Isso enfraquece a conexão com o público e gera a sensação de que a trama só avança por escolhas artificiais do roteiro. Outro problema é a exigência excessiva de credulidade em relação ao espaço do apartamento. A narrativa sugere que uma senhora idosa teria transformado ambientes vastos em altares e locais de rituais, algo pouco convincente diante da realidade apresentada. Esse detalhe, somado à falta de clareza nas regras que regem a entidade e os rituais, cria uma série de furos que comprometem a consistência da história. Ainda assim, há méritos. A ambientação e a fotografia são bem competentes, criando o clima adequado de opressão e mistério. As atuações, embora não se destaquem a ponto de prêmios, cumprem bem o que os papéis pedem. Outro aspecto positivo está no modo como o filme lida com práticas religiosas latinas e de matrizes africanas. Apesar de inicialmente reproduzir estereótipos, Rosário consegue resignificar esses elementos ao longo da narrativa, transferindo a visão preconceituosa tanto para a protagonista (que tenta apagar suas raízes), quanto para o público. No fim, Rosário é um bom filme de terror, capaz de entreter e provocar reflexão, sobretudo por sua subtrama sobre identidade e ancestralidade. Porém, ao tentar se equilibrar entre a abordagem diferenciada das religiões fora do espectro cristão e a fórmula hollywoodiana já desgastada, o resultado acaba sendo um híbrido irregular: um terror genérico com temática latina, interessante em sua ideia, mas limitado em sua execução.