Emanuelle Araújo
☼ Born on21 janeiro 1976, in Salvador, Bahia, Brazil
Biography: Emanuelle Araújo was born on July 21, 1976 in Salvador, Bahia, Brazil. She is an actress, known for O Barulho da Noite (2023), A Lei do Amor (2016) and A Favorita (2008). She has been married to Fernando Diniz since February 1, 2022. She was previously married to Carlos Henrique Blecher and Sérgio Bulhões.


In the role of actor

Traição entre amigas (10/12/2025)

  O filme Traição entre amigas, dirigido por Bruno Barreto, que estreia no próximo dia 11 de dezembro, parte de um plot básico. Duas melhores amigas, com temperamentos bem diferentes, Penélope (Larissa Manoela) e Luiza (Giovanna Rispoli) passam por um rompimento traumático logo no começo da trama devido a uma traição de Penélope, que se envolveu com o crush, como diria os jovens, de sua amiga.       O distanciamento não é só emocional, como também geográfico. Penélope vai tentar a sorte nos EUA; Luiza também tenta a  sorte, mas trancada em seu quarto, gravando músicas tristes só com o violão e, devido a timidez, de costas para a câmera.      O longa, então, passa a acompanhar a vida das duas, com mais algumas traições e dramas, nem tão juvenis assim. Traição traz temas fortes, mas com uma abordagem delicada. Seria como se a finada novelinha Malhação, da Globo, fosse produzida pela HBO. Mas com algumas diferenças fundamentais entre os produtos.     A mais óbvia é a locação. Traição entre amigas foi rodado em Curitiba, o que traz um charme e um frescor diferentes para a película. O olhar experiente de Bruno Barreto também coloca o filme adolescente em um outro patamar. Nenhuma das cenas de sexo do filme, e têm algumas, são apelativas ou vulgares.      Bem ao contrário. As atuações de todos do filme também são muito competentes – o que faz a comparação, do parágrafo anterior com malhação, pensando agora, um completo absurdo. Afinal, é a  maturidade de Traição entre amigas o seu grande diferencial que resume todos os outros. 

Meu Sangue Ferve por Você (20/05/2024)

Uma vez eu estava indo do Porto para Marrocos em um vôo da RyanAir quando sentei do lado de um mineiro. Ele se chamava Sidney Magal. É claro que não era O SIDNEY MAGAL, mas era alguém cujos pais tinham uma paixão tão grande pelo artista que decidiram batizar o filho com o mesmo nome. Isso foi o que bastou para que eu gostasse do moleque assim, de graça: ficamos trocando idéia o vôo todo (junto com outras duas brasileiras) e, chegando em Marrakesh, trocamos de hotel para ficarmos todos juntos durante os cinco dias que passaríamos no norte africano. É bem provável que isso não aconteceria se o nome do mineiro fosse, sei lá, John Lennon. Magal é melhor que Beatles e eu sou um grande fã de todas as músicas do cara desde que me conheço por gente. Uma vez, tive o imenso prazer de encontrar Magal e conversar com ele por mais de meia hora. Foi no restaurante de uma amiga em Orlando e Magal tinha acabado de passar o dia no Animal Kingdom. Lembro que conversamos muito sobre o brinquedo de Avatar, onde ele, maravilhado, se rasgou em elogios, e comentou que tinha ficado uma hora e vinte minutos na fila. Desde então eu meço o tempo por “Magals na fila de Avatar”. Quarenta minutos, por exemplo, é meio “Magals na fila de Avatar”. Seu filme “O meu sangue ferve por você“, com 100 minutos, têm a duração de 1,25MFA (abreviação de “Magals na fila de Avatar”). É um tempo bom para uma cinebiografia, principalmente esta, que não se preocupa em focar inteiramente na vida do artista, capturando apenas um pequeno pedaço de sua história e romantizando abusivamente em cima. Eu já estou exausto de cinebiografias musicais, então é bom ver que esta é mais um musical do que uma biografia. É tudo bem brega, mas é Magal. Filipe Bragança incorporou o personagem de forma foda e o filme me deixou tão apaixonado por Giovana Cordeiro quanto eu fiquei apaixonado por Debora Falabella na época do clipe musical de “Tenho“, de 2005. Mas, no final, o grande destaque do filme acaba caindo mesmo na trilha sonora: toca Sidney Magal o tempo todo.