Austin Abrams
☼ Born on2 janeiro 1996, in Sarasota, Florida, USA
Biography: Austin Noah Abrams is an American actor. He is known for his roles as Ron Anderson in the fifth and sixth seasons of the television series The Walking Dead (2010), as Ethan Lewis in Euphoria (2019), and as Dash in Dash & Lily (2020). He has also appeared in films such as Força Anti-Crime (2013), Os Reis do Verão (2013), Cidades de Papel (2015), A Vida de Brad (2017), Histórias Assustadoras Para Contar no Escuro (2019), A Química dos Corações (2020), and Justiceiras (2022).


In the role of actor

A Hora do Mal (08/08/2025)

Após o sucesso de Barbarian, Zach Cregger retorna com um novo e ambicioso projeto: Weapons, lançado no Brasil como A Hora do Mal. O filme é estrelado por nomes de peso como Josh Brolin, Julia Garner, Alden Ehrenreich, Benedict Wong e Amy Madigan, e parte de uma premissa intrigante: dezessete crianças da mesma sala desaparecem misteriosamente na mesma noite, saindo de casa sem deixar pistas, exceto uma que permanece. Logo nos primeiros minutos, o longa estabelece uma atmosfera de inquietação crescente. A cidade entra em colapso emocional, e as perguntas se multiplicam: o que aconteceu? Quem está por trás disso? Seria algo sobrenatural, psicológico ou social? Essa ambiguidade sustenta a tensão ao longo da trama. Um dos grandes destaques está nas atuações, especialmente a da personagem da professora, interpretada por Julia Garner, que carrega o peso emocional da narrativa. Ela consegue transmitir com força o desespero de quem, além de perder seus alunos, é também acusada pela própria comunidade. Sua performance é crua, intensa e profundamente humana. Apesar de utilizar clichês típicos do gênero, como trilhas abruptas e o uso de silêncios dramáticos, o filme compensa ao adotar soluções narrativas criativas — a principal delas sendo sua estrutura não linear. Ao invés de acompanhar uma única protagonista, cada personagem ganha seu próprio segmento, com diferentes pontos de vista. É somente quando todas essas partes são apresentadas que o público consegue montar o quadro completo do que realmente aconteceu naquela noite. Essa escolha narrativa exige atenção, mas recompensa o espectador com uma construção envolvente. Visualmente, A Hora do Mal mantém a estética soturna e realista que já marcava o trabalho anterior de Cregger. A direção de fotografia contribui para criar uma sensação constante de ameaça, mesmo nas cenas mais silenciosas. O terror aqui é mais psicológico do que explícito e isso funciona a favor da história. O filme ainda tenta abordar questões sociais relevantes, como a fragilidade das instituições, o julgamento público e a culpabilização coletiva, mas acaba não desenvolvendo esses pontos com a profundidade necessária. As ideias estão lá, mas surgem mais como pano de fundo do que como elementos centrais. Por fim, embora a estrutura inovadora traga fôlego novo ao gênero, ela também evidencia furos no roteiro, pequenas incoerências e situações mal explicadas que, embora possam ser interpretadas por alguns como parte do “mistério”, são, de fato, falhas de desenvolvimento. E isso prejudica um pouco a força do desfecho. Em resumo, A Hora do Mal é um filme com boas intenções, que arrisca em sua forma e acerta em sua atmosfera. Ainda que não consiga explorar todo o potencial de seus temas, entrega uma experiência instigante e desconcertante, especialmente para os fãs do terror que procuram algo além do convencional.