SALADA CAPRESE quer ketchup?

A luta para Coyote vs Acme chegar aos cinemas

O dia 21 de julho de 2023 foi a primeira data de lançamento anunciada para o novo filme dos Looney Tunes Coyote vs Acme. Mais de três anos depois, o filme finalmente chega aos cinemas depois de uma dura batalha da produção e de fãs dedicados, contra executivos da Warner, que tentaram destruí-lo para sempre.

O Moedor de Filmes

Em 2022, a Warner recebeu efusivas críticas por sua decisão de destruir o filme Batgirl. O filme já estava completamente gravado, com a ótima Leslie Grace ocupando o papel principal. O novo CEO da Warner, um cretino chamado David Zaslav, usa essa estratégia de forma desmedida, tentando abater impostos de forma desesperada.

A conta é simples: mesmo depois de gravado, um filme ainda requer milhões de dólares a serem gastos em marketing e publicidade. Além da economia que o não-lançamento gera nesses custos, há também o abatimento de impostos: com a declaração de que o projeto rende prejuízo, a empresa consegue abater milhões de tarifas, a depender da garantia de que o estúdio jamais ganharia um dólar sequer com a obra. Por isso a destruição é necessária: é preciso assegurar que nada vaze.

Batgirl teve uma única exibição: para o elenco e time de produção. Eles se reuniram para assistir ao filme uma única vez antes de sua destruição total.

Com a destruição de Coyote vs Acme, o estúdio esperava recuperar entre 35 e 40 milhões de dólares — um bom retorno, mas que não cobria os custos de produção (que teria custado cerca de 70 milhões de dólares).

Sucesso incompreendido

O que revoltou toda a comunidade cinematográfica na decisão da Warner era que aparentemente (ao contrário de Batgirl, que internamente era considerado um filme fraco), Coyote vs Acme era um potencial clássico. O filme já tinha passado por exibições-teste com audiências reais, e os resultados tinham sido extremamente positivos e animadores.

O ator Will Forte, que interpreta o advogado de Coiote (!!!) destacou em entrevistas e redes sociais o esforço que toda a equipe desprendeu para tornar o filme realidade. O diretor Dave Green não escondeu sua decepção. Ele soltou um comunicado declarando:

“Durante três anos, tive a sorte de fazer um filme sobre o Wile E. Coyote, o personagem mais persistente, apaixonado e resiliente de todos os tempos. Estive cercado por uma equipe brilhante, que dedicou-se de corpo e alma a este projeto durante anos. … Estou extremamente orgulhoso do produto final e profundamente devastado com a decisão da Warner Bros. Mas, no espírito do Wile E. Coyote, a resiliência e a persistência triunfam.”

Até mesmo o político democrata Joaquín Castro, membro do congresso americano, sugeriu publicamente que o governo deveria fazer uma investigação federal contra a Warner para examinar as práticas de retorno de impostos através da destruição de arte, julgando que elas seriam predatórias e não-competitivas.

Até mesmo o dublador do Patolino, Eric Bauza, usou seu momento de discurdo no Annie Awards de 2024 para clamar pelo lançamento de Coiote vs Acme. E o fez na voz do Patolino:

I hate to be political, but release Coyote versus Acme!”

O pior é que o próprio David Zaslav, CEO da Warner, declarou que não tinha assistido ao filme quando tomou sua decisão de cancelá-lo.

Ketchup aparece para salvar

A Warner parecia irredutível: Ela tinha recusado propostas da Netflix e da Paramount, que ofereceram o dobro do que o estúdio ganharia em recuperação tarifária pelo filme, para lançá-lo sob suas bandeiras.

Em março de 2025, a distribuidora independente Ketchup Entertainment conseguiu derreter os corações espinhentos dos executivos da Warner de alguma forma: eles compraram os direitos de distribuição por cerca de 50 milhões de dólares.

Com isso, a esperança renasceu no âmago de todo cinéfilo de Twitter.

O filme finalmente chega aos cinemas no dia 27 de agosto de 2026.

A crítica chega antes disso.

Autor:
Barão do Principado de Sealand. Com uma inexplicável paixão por cinema, cervejas e queijos.

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