SALADA CAPRESE I love the smell of tomatoes in the morning.

Backrooms: um não-lugar

Backrooms: um não lugar parte de uma premissa pretensiosa. Na história, conhecemos Clark, um vendedor de móveis que não está no melhor momento da vida. No profissional e no pessoal, como diria o Faustão. O seu casamento está em crise e a sua loja de móveis, mesmo com promoções agressivas, está às moscas. Ele tem consciência dos seus problemas e resolve buscar auxílio de uma psicóloga, Dra Mary Kline. As consultas são intensas e podemos ver que figura descompensada é o personagem.  

Tudo o que está ruim pode piorar, claro. No porão de sua loja, nosso herói descobre uma espécie de Mundo Invertido, um labirinto aparentemente infinito em que Clark atravessa pela parede. E anda, anda, anda boa parte da projeção e ouve ruídos e praticamente não vê nada verdadeiramente assustador. Ao dividir essa experiência insólita com sua psicóloga, ela,  claro, não bota muita fé na narrativa. Ele, invocado, resolve provar que ainda não enlouqueceu de vez e resolve adentrar essa Nárnia moderna com um casal de videomakers responsáveis pelas propagandas da loja. 

Backrooms é um filme com alguns bons momentos. A maioria deles fora do porão louco. Dois destaques: a consulta com a psicóloga e o comercial em que Clark grava fantasiado de pirata. Mas quando atravessamos a parede, toda a pretensão faz se perder nesse labirinto. E o que vemos são clichês que foram embalados de forma pretensiosa, mas ainda são clichês. 

Se você quiser se arriscar, o filme estreia dia 28 de maio. 

Leitor desde sempre. Apaixonado por literatura policial, divulgação científica, quadrinhos, e quase todo o resto. Fez história e jornalismo só para ficar desempregado em duas faculdades diferentes.